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NUTRIENTES SÃO JOGADOS NO LIXO

DAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTO

 

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A rotina agitada faz com que cada vez mais pessoas optem por alimentos industrializados, o que tem levado a um constante aumento na produção. Com isso, cresce também um problema ainda pouco estudado no país, o desperdício industrial.

 

Mieko Kimura, professora do Departamento de Engenharia e Tecnologia de Alimentos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto, encontrou importantes substâncias nutricionais, chamadas bioativas, nos lixos das empresas.

 

Os resíduos industriais analisados mostraram ser fontes ricas de carotenoides, compostos fenólicos, fibras e vitamina C, substâncias que poderiam ser aproveitadas pelas indústrias farmacêutica e cosmética e pelo próprio ramo alimentício.

 

– Descartados, esses resíduos geram ônus para as empresas, que muitas vezes pagam para terceiros fazerem o descarte, além de criar problemas ambientais e aumentar o valor do produto fabricado –, afirmou durante o 8º Simpósio Latino-Americano de  Ciência de Alimentos, realizado na Universidade Estadual de Campinas.

 

A pesquisadora recolheu resíduos de pequenas e médias indústrias oriundos de diferentes matérias-primas, como tomate, abóbora e goiaba.

 

Em apenas uma empresa, como resultado do processamento do tomate, fonte de vitaminas A, B e C, Mieko contabilizou o desperdício de 24 quilos de licopeno e cerca de 250 gramas de betacaroteno no período de um mês.

 

– Parece pouco, mas não é. Basta considerar que 1 miligrama de betacaroteno vale US$ 25 no mercado norte-americano –, apontou.

Betacaroteno é uma pró-vitamina que, ao ser processada pelo organismo, auxilia na produção de substâncias nutricionais importantes, especialmente a vitamina A. A triste ironia é que muitas empresas de alimentos compram pró-vitaminas para enriquecer os seus produtos.

 

Mieko listou vários fatores que têm estimulado o aumento do consumo de alimentos industrializados, entre os quais o fato de os vegetais in natura serem mais perecíveis em contraponto ao período de validade dos industrializados, maior devido ao uso de conservantes.

 

Também há o problema da falta de tempo para preparar os alimentos e a melhora da qualidade sensorial, ou seja, no gosto dos produtos industrializados.

 

– Esses fatores têm feito a produção crescer bastante, em especial a de sucos prontos, que está entre os ramos que mais têm prosperado –, disse.

Como solução para o desperdício, a professora da Unesp preconiza a pesquisa científica no setor.

 

Segundo Mieko, o Brasil tem perdido recursos valiosos nos processos industriais de alimentos. Se a fábrica está tomando cada vez mais o papel do consumidor na hora de espremer um suco, fazer uma compota de doce ou extrair molho de tomate, ela também deve investir no aproveitamento total das matérias-primas para que todos saiam ganhando.

 

FONTE: CORREIO DO BRASIL

 

PANETONE COM GOTAS DE CHOCOLATE MODERE O CONSUMO
Teste com 16 panetones com gotas de chocolate, realizado pela PRO TESTE Associação de Consumidores, constatou que têm calorias demais e não são nutricionalmente bons. Também não contêm tanto chocolate quanto mostram as fotos nas embalagens, além de ter falhas de rotulagem e de higiene. No teste, foi encontrado até panetone mofado, da marca Bom Preço. A avaliação envolveu análises físico-químicas, de rotulagem e sensorial.

Uma fatia de 80g da maioria das marcas avaliadas supera um lanche da tarde inteira para um adulto. Só cinco marcas (Casa Suíça, Di Lucca, Laura, Santa Edwiges e Bom Preço) ficaram no limite (300 quilocalorias) do que um adulto deveria consumir em um lanche, na dieta diária.

Um lanche corresponde a 15% do total de nutrientes do dia, baseado em uma dieta de 2 mil quilocalorias. Os produtos das marcas Pullman, Casa Suíça e Bauducco têm quase três vezes mais do que o recomendado. A situação é pior ainda para crianças. Por isso, o consumo deve ser limitado, de preferência, ao Natal.

 

Somente Carrefour, Di Lucca e Qualitá foram bem avaliados quanto à quantidade de sódio. E, em relação ao colesterol, todos os produtos ganharam o conceito "aceitável", exceto pelos Village e Casa Suíça (regulares).

Na análise de rotulagem, a PRO TESTE verificou que apenas uma marca - a Bauducco - apresentou as informações sem erro e com uma veracidade ao menos razoável. Mas em letras pequenas, o que dificulta a leitura.

Além do excesso de calorias, os panetones com gotas de chocolate não têm qualidade nutricional. Os principais problemas encontrados foram:
Açúcar - alguns produtos têm quase três vezes mais do que o recomendado para um lanche. Das 16 marcas testadas, apenas Village, Qualitá, Tommy, Santa Edwiges e Di Lucca tiveram uma avaliação "aceitável". E, ainda assim, estas duas contêm adoçantes, que devem ser evitados por crianças e gestantes.


Gordura - nenhum produto passou da classificação "regular". Há alguns, inclusive, com gordura trans.


Fibras alimentares - nenhum produto foi bem avaliado neste quesito.

Mais informações site www.proteste.org.br

 

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