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REDUÇÃO DE 10% NO CONSUMO DE SAL,

EVITA INFARTOS E DERRAMES

 

salsal

 

Os governos de todo o mundo poderiam evitar milhões de mortes prematuras e reduzir seus gastos com saúde se adotassem novas leis para reduzir a quantidade de sal nos alimentos.

 

Franco Cappuccio, um importante consultor nutricional da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que algumas medidas voluntárias das indústrias representaram progressos, mas que caberia aos legisladores alterar o paladar dos seus cidadãos, refletindo os últimos estudos científicos sobre os malefícios do sal.

 

Mas esse professor de medicina cardiovascular da Universidade Warwick, onde ele dirige um centro de nutrição que colabora com a OMS, disse haver um poderoso lobby contrário por parte do setor alimentício, cujos lucros são inflados pelo sal.

 

Um menor consumo de sal reduz significativamente a pressão arterial, o que por sua vez contribui com uma menor incidência de ataques cardíacos e derrames. A hipertensão é a maior causa mundial de mortes, fazendo 7,5 milhões de vítimas por ano no mundo.

 

Um estudo de 2007 que analisou todas as evidências disponíveis na época concluiu que uma redução global de 15% no consumo de sal evitaria quase 9 milhões de mortes até 2015.

 

Outro estudo revelou que uma redução de apenas 10% no consumo nos EUA evitaria centenas de milhares de infartos e derrames ao longo das próximas décadas, representando uma economia de US$ 32 bilhões para a saúde pública.

 

Nosso organismo precisa de 1,5 grama de sal por dia, e a OMS recomenda um consumo de até 5 gramas, o que corresponde a uma colher de chá; mas ainda assim há excessos: o consumo médio é de 8,6 gramas por dia na Grã-Bretanha e 10 gramas nos EUA mesma coisa que o brasileiro.

 

– A maior parte do sal consumido no mundo ocidental - na verdade, 80% dele - vem do sal acrescido a alimentos pela indústria alimentícia, e apenas 20% vem do saleiro ou do sal que usamos ao cozinhar –, disse Cappuccio.

 

Em alguns casos, disse ele, a água salgada injetada nos produtos representa até 30% do peso em produtos como o peito de frango, ou seja, 30% de puro lucro (para os fabricantes) –, afirmou o consultor

Por Redação, com Reuters - de Londres

 

 

PRECISAMOS LER OS RÓTULOS DOS ALIMENTOS

 

Recentemente, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) divulgou uma pesquisa feita com 1.294 hipertensos e mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos.

 

O estudo, divulgado pela repórter Karina Toledo, do jornal "O Estado de S. Paulo", revelou que 75% nem sequer lêem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.

 

O sódio é um mineral que está presente naturalmente na composição de diversos alimentos, como, por exemplo, nas carnes vermelhas e no leite. Mmas também participa da composição de conservantes (nitratos e nitritos), adoçantes (ciclamato e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

 

Já o nosso famoso sal é o cloreto de sódio (NaCl), que tem o sódio em sua composição. Para transformar é preciso multiplicar o valor do sódio por 2,5. Exemplo: se no rótulo está escrito 1000mg de sódio isto corresponde a 2,5g de cloreto de sódio (o sal de cozinha).

 

ENTENDA OS RÓTULOS

Para entender um rótulo, saiba que os ingredientes são descritos em ordem decrescente, ou seja, do que mais contém para o que menos contém.

 

Num rótulo de pão, por exemplo: farinha de trigo, açúcar, ovo, fermento e sal. Depois, analise a lista quantitativa dos nutrientes.

 

Os produtos que mais levam sódio em sua composição são: embutidos (presunto, mortadela, salsichas, etc), adoçantes (ciclamato e sacarina e produtos light ou diet como refrigerantes, gelatinas, pudins, doces), produtos com glutamato (caldos prontos, shoyu, sopas prontas, pratos prontos, molhos, envelopinhos de tempero).

 

Indica-se a restrição nas doenças hipertensivas, mas na tensão pré-menstrual também recomendo uma redução deste consumo, pois a retenção de líquidos agrava sintomas como as dores na mama, cólicas e enxaqueca.

 

Tenha paciência ao investir na diminuição do sódio, pois a nossa língua é "viciada" nos estímulos, ou seja, quanto mais salgado nos acostumamos a ingerir, cada vez mais queremos. Estamos perdendo a sutileza dos sabores em nosso paladar, portanto, invista nessa mudança e saiba que isto pode ser reconquistado.

 

ALGUMAS DICAS

Não coloque saleiro na mesa.

 

Tenha vasinhos de temperos frescos (manjericão, alecrim, sálvia, orégano, salsinhas). O tempero fresco deve ser colocado no final do preparo, pois perde seus aromas.

 

Tenha um bom azeite e como sugestão um vinagre aromatizado (coloque num vidro: vinagre de maçã, um dente de alho descascado, folhas de alecrim, folhas de manjericão, zimbro). Experimente para temperar a salada.

 

Utilize sempre os temperos naturais - cebola, alho, cebolinha, gengibre, cravo, canela e os já descritos anteriormente.

 

FONTE: Amanda Buonavoglia é nutricionista especialista em "Personal Diet" e Nutrição ampliada pela Antroposofia.

 

 

GENÉTICA INFLUENCIA NO SABOR

 

Algumas pessoas sentem mais aversão a comidas com pouco sal do que outras. Segundo um novo estudo, é a genética que influencia algumas das diferenças percebidas nos níveis de sal dos alimentos.

 

A pesquisa, feita na Faculdade de Ciências da Agricultura da Universidade Penn State, nos Estados Unidos e publicada na revista Physiology & Behavior, mostra que embora esforços recentes tenham sido feitos para reduzir a quantidade de sal nos alimentos, têm levado muita gente a considerar que alimentos com menos sal não são tão saborosos como os tradicionais.

 

O estudo de John Hayes e colegas envolveu 87 voluntários, que experimentaram produtos alimentícios com bastante sal, como batatas fritas e pretzels, durante um período de algumas semanas. Os participantes eram 45 homens e 42 mulheres, com idades entre 20 e 40 anos, saudáveis e não fumantes.

 

A intensidade de gosto foi medida por meio de uma escala, cujos níveis variavam entre “pouco perceptível” a “mais forte sensação”.

 

– A maioria das pessoas aprecia o gosto salgado. Entretanto, alguns consomem mais sal, ou porque gostam mais do que os outros ou porque, para eles, o sal é necessário para bloquear outros gostos não tão agradáveis nos alimentos –, disse Hayes.

 

O cientista conta que variações no gosto são tão comuns e pronunciadas como diferenças na cor do cabelo ou dos olhos, por exemplo. Atualmente, o norte-americano consome em média entre duas e três vezes a quantidade de sal diária recomendada por especialistas em saúde.

 

Por Redação, com Agência Fapesp - de São Paulo

 

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