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OS MAIORES

Aqui você vai ler assuntos de várias áreas voltados ao envelhecimento, ligados ao que está acontecendo ou ao que devemos estar atentos.
Falamos também dos idosos.
Descubra porque eles são os Maiores.

A SABEDORIA DO COTIDIANO

ELLEN DASTRY

 

O ambiente familiar é o lugar onde acontecem as nossas principais experiências cotidianas. É ali que o mundo se torna pequeno o suficiente para termos uma visão clara sobre a vida.

Nessa estrutura os mais velhos da comunidade são primordiais. São o marco do passado, porque são eles que transmitem a história da família, a herança cultural trazida pelos ancestrais e o legado de fé e crenças do grupo.

Os mais velhos são também o porto seguro do presente uma vez que, através de sua própria existência, facilita o entendimento dos  fatos históricos em nossa vida e mostra que é plenamente viável enfrentar os dilemas cotidianos.

E quando se vê o bisavô de 90 anos de idade segurar seu bisneto recém-nascido temos a certeza da perpetuação da nossa espécie. Os mais velhos são também essa ponte para o futuro. Através deles e com eles podemos entender a vida e no conforto de suas rugas preparamos o nosso encontro com o amanhã.

Mas todo esse aprendizado só acontece se as experiências forem transmitidas com amor porque, embora pouco se fale sobre isso, o principal objetivo da educação familiar é  aprender a querer bem e lidar com os mais profundos sentimentos.

Entender esse mecanismo que só muda de endereço, mas não de jeito, faz com que possamos pensar nas nossas próprias relações com a família: Estamos ouvindo com atenção o nosso passado? Enxergamos os mais velhos além das rugas e dos cabelos brancos? E, por outro lado, estamos doando algum tempo para dedicarmos aos mais novos?

É na equação do saber ouvir e saber falar que se dá a maravilha do aprendizado humano.  E o cenário desse compromisso de vida é visitado através do encontro entre netos e avós. Ter 20 anos de idade com a experiência que só se alcança aos 60 não é sonho, é só forma de viver. Não importa em que lado você esteja. Não importa se tem 20 ou 60. Aproveite a mágica do tempo.

A mais rica experiência de minha vida aconteceu com a convivência que tive com a minha avó. A cada dilema da minha vida, lá estava eu, sentada em sua sala, esperando ouvir alguma coisa que me ajudasse a encontrar luz naquele caminho.

Com histórias simples, a minha avó era capaz de transmitir a mim exatamente o que eu precisava. Suas histórias e seus cafezinhos funcionavam como uma mola propulsora da minha juventude rumo ao desconhecido mundo que me era apresentado dia-a-dia.

 A bem da verdade todos nós podemos ter esses momentos especiais e cada vez mais, velhos mais jovens e crianças mais adultas, podem se encontrar no caminho da vida e consolidarem uma amizade recheada de sucesso. Experimente dessa fórmula você também.

 

 Ellen Dastry é jornalista, radialista e pós graduada em comunicação e marketing, autora do livro “Histórias que podem mudar sua vida”, publicado pela Editora Gente.

 

 

EXPOSIÇÃO HERÓI DE PAPEL NÃO ENVELHECE

 

batman

 

Batman é um personagem de histórias em quadrinhos criado por Bob Kane na década de 30. Este super-herói sempre esteve entre os maiores sucessos da DC Comics, sendo que atualmente as obras que envolvem o personagem tornam-se Bestsellers (como é o caso de Batman – O Cavaleiro das Trevas), que completa 70 anos em 2009.

 

A partir do dia 26 de agosto, o Espaço de Leitura do SESC Pompeia abriga a exposição Herói de Papel não Envelhece, um olhar em direção aos clássicos dos quadrinhos, refletindo a mitologia relacionada a esses personagens, figuras imortais.

 

O grande destaque do projeto é o herói Batman, O Homem Morcego, e que representa uma figura do universo underground, noturno e sombrio, mas que mesmo assim não assusta o público apreciador de quadrinhos, pelo contrário, é um dos heróis mais prestigiados, sendo adaptado para a TV, cinema, desenhos animados e jogos para videogames.

 

Seu incrível sucesso a ponto de ganhou séries de TV, desenhos animados, livros e filmes de cinema é analisada, assim como, o fascínio que ele despertou no imaginário de seus fãs e o exercício da imaginação de como seria este personagem e outras criaturas, caso envelhecessem.

 

Um dos vértices da exposição é mostrar os vilões, em ilustrações que ficarão no corredor e nas escadas que dão acesso à montagem. O Batman é o fio condutor da mostra, mas além dele e de outros heróis, vilões como Coringa, Mulher Gato, Charada e Pingüim – tão inesquecíveis quanto os mocinhos – também estarão presentes.

 

Outro espaço homenageia os “heróis esquecidos”, como Tarzan, Flash Gordon, Dick Trace, Fantasma, Zorro, Conan, Capitão Marvel e Mandrake. Personagens criados no decorrer desses 70 anos que representaram determinado período, mas que pertencem agora a galeria dos “esquecidos”. Os brasileiros também serão lembrados em uma outra sala, com revistas em quadrinhos de personagens nacionais criados principalmente nos anos 70, mas que foram extintos muito rapidamente.  

   

DESENHO E EDIÇÕES CLÁSSICAS

 

Há desenhos do artista Lourenço Mutarelli, que recria os personagens Capitão Marvel, Fantasma, Dick Trace, Tarzan e Zorro, com a proposta de fazê-los parecer com a idade de 70 anos. Já as edições raras, revistas publicadas por extintas editoras, como a EBAL, Cruzeiro e RGE são do acervo do colecionador e pesquisador Alexandre Callari.

 

Poderão ser vistas edições clássicas de Batman, Super Homem, Fantasma, Aquaman, Homem Aranha, Tarzan, Shazam!, Mandrake, Flash Gordon, entre outros, publicados entre os anos 50 e 90, formando um panorama da evolução pela qual atravessaram estes personagens.

 

SOBRE ALEXANDRE CALLARI

É professor, escritor e músico. Desde pequeno seus pais incentivaram seu gosto pela leitura e jamais acharam que colecionar gibis fosse perda de tempo, contudo as dificuldades financeiras que a família passava impediam que o volume de publicações compradas fosse grande. Ainda assim, Alexandre foi aumentando sua pequena coleção até que em 1987, ocorreu uma grande virada.

 

O tio do colecionador, também um ávido comprador de gibis, casou-se e resolveu se desfazer de sua coleção de mais de 1.000 HQs. Alexandre herdou, portanto, uma enorme quantidade de revistas de uma única vez. No meio do bolo, recebeu também gibis da Disney. Da noite para o dia, sua coleção tornou-se respeitável e desde então, só aumentou.

 

Em meados da década de 90, outra reviravolta: esse mesmo tio conseguiu a doação de 300 gibis da Marvel importados, os quais Alexandre tratou de vender em bancas especializadas. Com o dinheiro, pôde comprar algumas das raridades que tem até hoje. Nessa época, acompanhava a história das revistas e conhecia a cronologia de publicações no Brasil, sabendo o que era mais valioso e o que era mais descartável. Hoje, sua coleção inclui até revistas que remontam a década de 30.

 

Ao contrário de outros colecionadores, a gibiteca particular de Alexandre que atualmente conta com mais de 10.000 edições, não inclui títulos como Maurício de Souza, Disney e Hanna Barbera. As edições de Alexandre concentram-se no gênero super herói (sua verdadeira paixão), além de alguns quadrinhos independentes (principalmente nacionais), mangás (principalmente de samurais) e uns poucos europeus. Inclui também revistas de terror, como a série Krypta, da RGE e westerns, como a série Reis do Faroeste, da Ebal.

 

O Batman é o personagem favorito de Alexandre, gosta de heróis urbanos, contudo aprecia também os heróis mais juvenis, como o Homem-Aranha. Tem também muito carinho por heróis hoje esquecidos, como Flash Gordon, Fantasma e Spirit e, sempre que pode, adquire edições antigas desses personagens que são os pioneiros na história dos quadrinhos.

 

SOBRE LOURENÇO MUTARELLI

Nasceu em São Paulo e cursou a Faculdade de Belas Artes, trabalhando durante três anos nos estúdios de Mauricio de Sousa, no começo como intercalador e depois como cenarista.

 

Iniciou sua produção em histórias em quadrinhos por meio dos fanzines, publicou: Over-12 (1988) e Solúvel (1989), impressos pela extinta Editora Pro-C, de Francisco Marcatti, importante nome nos quadrinhos “underground” na década de 80.

 

Publicou histórias de uma página na revista Animal, publicação mensal sob a editoração de Rogério de Campos, Fabio Zimbres, Priscila Farias e Newton Foot, e em outros títulos da Editora Vidente, de Gilberto Firmino. Com Marcatti e Glauco Mattoso editou a revista Tralha, também publicada pela Editora Vidente.

 

SESC POMPEIA REALIZA A EXPOSIÇÃO “HERÓI DE PAPEL NÃO ENVELHECE”

Será exibida até 4 de outubro. De terça a domingo, das 10h às 19h.

Espaço de Leitura - Grátis - Classificação indicativa: Livre

 

Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

 

 

"Fonda is elegant, heartbreaking, and fierce."
- Ben Brantley, The New York Times

 

 

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EM PLENA FORMA

 

Aos 72 anos, a atriz Jane Fonda se apresentou linda, como a protagonista da peça 33 variations de Moisés Kaufman, onde foi elogiada pela crítica. A peça contava a história de uma mulher que investiga o processo criativo do compositor Beethoven baseada na sua última produção musical.

 

Ela que estava ausente da Broadway há 46 anos, retornou aos palcos em grande estilo. “Acho que foi uma aventura pensar na minha idade em fazer 8 espetáculos por semana”, disse Jane em seu blog.

 

Ela que está com uma forma física invejável, atribui sua boa forma à Ioga e aos Pilates.

Atualmente, a estrela escreve livro autobiográfico sobre o envelhecimento, com o título provisório de "Entering the prime time". Aguardemos!

 

 

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