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OS MAIORES

Aqui você vai ler assuntos de várias áreas voltados ao envelhecimento, ligados ao que está acontecendo ou ao que devemos estar atentos.
Falamos também dos idosos.
Descubra porque eles são os Maiores.

AS CONSEQUÊNCIAS DA LONGEVIDADE

 

O aumento da expectativa de vida da população traz uma nova preocupação: as conseqüências jurídicas da longevidade. Isso porque as pessoas não preparam o seu patrimônio para este período da vida. O diagnóstico é do advogado Mario Roberto de Faria, especialista em Direito de Sucessões do escritório Bastos-Tigre.

 

Ele explica que, de um modo geral, o planejamento sucessório é utilizado apenas como uma ferramenta para resguardar o patrimônio construído pelo cidadão após a sua morte. No entanto, Faria aponta que desde o período em que a pessoa pára de trabalhar e produzir até a sua morte há um longo caminho a ser desfrutado da melhor maneira possível, com qualidade de vida. Para evitar riscos ao patrimônio financeiro conquistado ao longo dos anos, é melhor estabelecer como o mesmo será administrado em casos de doença.

 

Segundo o IBGE, atualmente, existe um idoso em cada 10 brasileiros. Em 2050, a proporção deve ser de um para cada cinco, sendo a expectativa média de vida entre 86 e 104 anos. Embora não seja a causa, o avanço da idade deixa as pessoas mais suscetíveis a doenças como o Mal de Alzheimer e a demência senil.

 

Entre as medidas possíveis estão interdição, abertura de conta conjunta com o idoso, outorga de uma procuração com poderes amplos aos filhos, curatela restrita a atos patrimoniais. A escolha da melhor ferramenta varia de acordo com o tamanho do patrimônio e do perfil do idoso e sua família.

 

Dentre estas opções a que causa maior estranheza e desconfiança é a interdição. O advogado desmistifica o preconceito. “A interdição, na verdade, é um ato de proteção à pessoa e, principalmente, a seu patrimônio que precisa ser resguardado e administrado com extremo cuidado”, afirma. Faria aponta que o mecanismo vem sendo cada vez mais utilizado. Nos últimos seis meses, dos nove pedidos de interdição que o escritório cuidou, seis tratavam-se de idosos.

 

A longevidade traz consigo impactos jurídicos, legais e financeiros nos quais as pessoas devem estar atentas.  A pessoa mais indicada para cuidar do idoso não necessariamente será a que fará melhor a administração dos seus bens. Fica o alerta.


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