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exposicao 

 

legenda: Fotos Divulgação, enviadas pelo Shopping Leblon

 

O BAIRRO DO LEBLON

 

Os 90 anos de tradição, elegância, charme, modernidade e história do Leblon foram mostradas através de fotos antigas e novas do bairro, clicadas sob o mesmo ângulo, a fim de mostrar a evolução e mudanças do bairro e alguns espaços, ao longo desses 90 anos. A exposição realizada no Shopping Leblon foi para comemorar o aniversário deste bairro, um dos mais badalados do Rio.  

 

A inauguração contou com uma homenagem especial ao escritor Manoel Carlos, morador apaixonado pelo Leblon, que sempre o retratou e suas peculiaridades em suas novelas.

 

 O homenageado disse que o Leblon é ainda um bairro familiar e seu medo é que ele mude. Sempre que pode, Maneco anda pelo calçadão, vai à padaria ou toma um café no bairro. “ O bom do Leblon é você poder andar na rua, conhecer o jornaleiro ou cumprimentar o caixa do banco”, sintetizou.

 

UMA POUCO DE HISTÓRIA

 

Loteado no início do século XX, o Leblon tem seu nome ligado ao cidadão francês Charles Le Blon, proprietário de um trecho de terra no local. Em função disso, até o fim do século XIX, a área era conhecida como Campo do Leblon. A planta para seu loteamento teve a data de aprovação reverenciada como o dia do nascimento do Leblon - 26 de julho de 1919.

 

Depois da chegada das primeiras obras de saneamento e urbanização, o bairro se transformou, ainda no século XX, em local para residência, e freqüência, de famosos cariocas, que emprestaram ao Leblon seu jeito de ser.

 

Hoje, freqüentado por artistas, escritores e gente simples, o bairro é a síntese do modo carioca de vida - descontração, alegria e muito amor às suas origens.

 

 

UMA ANÁLISE DO LARGO DA MISERICÓRDIA

 

O arquiteto e urbanista Jacques Sillos, especialista em Metodologia e Projetos de Desenvolvimento Municipal e Urbano pelo IBAM durante   palestra sobre o Largo da Misericórdia, no Rio de janeiro, analisou os valores atribuídos ao Largo da Misericórdia, que se situa no Centro Histórico do Rio de Janeiro, levando em consideração os conteúdos históricos que qualificam aquele espaço urbano, e em particular seu relevante papel na formação da estrutura viária da Área Central, na construção da identidade da cidade do Rio de Janeiro, assim como na preservação da memória coletiva, desde os primeiros séculos de sua fundação até poucas décadas atrás.

 

 

Paradoxalmente, ele mostrou que se trata de um dos poucos espaços livres públicos do período colonial que, embora não mantenha precisamente as características morfológicas primitivas, ainda preserva o mesmo nome com qual se identifica desde que se tem registro de sua origem.

 

 

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A LADEIRA DO DESCANSO.
 

A Ladeira do Descanso, depois chamada de Ladeira da Misericórdia foi o primeiro caminho a ligar a várzea ao Morro do Castelo, ainda em 1567, quando a cidade foi transferida do Morro Cara de Cão, para um local mais seguro, o Morro do Castelo.

 

A Ladeira precedeu a Rua da Misericórdia, que foi aberta como seu prolongamento, mas que no início se chamou Caminho de Manuel de Brito, porque se estendia até a Sesmaria pertencente a este cidadão, numa península que ficou conhecida pelo nome de Praia de Nossa Senhora, depois Prainha.O Caminho Manuel de Brito foi portanto a origem da primeira rua da cidade - a Rua da Misericórdia. Uma das Igrejas então existente era a Igreja da Misericórdia ou de Nossa Senhora de Bonsucesso, que ficava no Largo da Misericórdia. Nela nasceu o Teatro no Brasil, quando no átrio da Igreja, Anchieta montou com os alunos do colégio, os primeiros "autos e mistérios".

 

Na Rua da Misericórdia funcionou a primeira Alfândega, a Cadeia, a Câmara, o Tribunal da Relação, que condenou Tiradentes à forca e os demais inconfidentes à prisão e ao degredo. Nela se instalou, em 1823, a primeira Assembléia Constituinte do Brasil independente e que foi o primeiro Legislativo Nacional, dissolvido por D. Pedro I, no primeiro golpe de Estado da história brasileira. Nela ficava a primeira Igreja de São José, anterior a atual mas construída no mesmo local. Pode-se dizer que nos 500 metros da Rua da Misericórdia, concentraram-se perto de quatro séculos de história.

 

 

Ana-Nery

 

 

RECUPERADA HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO

 

Uma parceria entre a Petrobras e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai devolver aos cariocas um dos patrimônios arquitetônicos da cidade. Antigo palco da luta contra a ditadura militar e pela redemocratização do Brasil, o prédio que já abrigou o Hotel Sete de Setembro, localizado no Morro da Viúva, em Botafogo, será revitalizado para receber o Colégio Brasileiro de Altos Estudos. Paralelamente, será inaugurada a Sala Petrobras, localizada no prédio anexo, já restaurado.

O projeto de restauro do anexo e do prédio principal, num total de 5.400 m2, prevê a implantação de uma infraestrutura que facilite a acessibilidade, entre plataforma para cadeirantes e elevadores.

 

O trabalho permitirá devolver a grandeza característica das duas edificações projetadas pelo arquiteto Antônio Januzzi (também responsável pelo Palácio Pedro Ernesto, atual Câmara de Vereadores) e concluídas em 1922, por ocasião das comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

Desde então, além do Hotel Sete de Setembro, as edificações acolheram a Escola de Enfermagem da Universidade do Brasil (UFRJ) e a Casa do Estudante Universitário, alojamento estudantil que, na década de 70, fez parte da luta pela redemocratização do país. No local, ocorreram inúmeras reuniões, entre elas as do Comitê Primeiro de Maio, que buscou defender a Anistia aos presos políticos que fizeram oposição à ditadura militar.

 

 

carimbo

 

 

 

CORREIOS LANÇAM CARIMBO COMEMORATIVO SOBRE BARTHOLOMEU DE GUSMÃO

 

Para reverenciar a memória de Bartholomeu Lourenço de Gusmão e comemorar os 300 anos do primeiro aeróstato (balão de ar quente), inventado por esse santista conhecido como Padre Voador, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançou carimbo postal no Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS).

 

A chancela do carimbo foi feita sobre um papel com o timbre da Missão Centenário da Agência Espacial Brasileira, destacando o 14 Bis. E também sobre selos com a nave espacial Soyuz e a Estação Espacial Internacional.

 

O carimbo tem a figura do Padre Voador e da réplica do aeróstato com os dizeres: Balão 300 anos – 1° Cientista das Américas. Segundo o chefe da seção dos Correios, João Bosco de Morais, o carimbo comemorativo figurará em selos e nas peças filatélicas e correspondência das instituições que pleitearem sua emissão até o final deste mês na Agência Central dos Correios, em Santos.

 

O presidente do IHGS, Paulo Gonzalez, destacou a importância do santista Bartholomeu de Gusmão que foi o precursor da navegação aérea e precisa ser mais divulgado para a sociedade e para o mundo. "Nosso objetivo é tentar resgatar a memória da cidade e fico feliz com a colaboração da prefeitura em nos apoiar". Ele lembrou que os contatos com as autoridades para trazer os restos mortais de Gusmão de São Paulo para Santos estão bem encaminhados. "Estamos acertando alguns detalhes para definir a data".

 

 

OBTUÁRIO:

Morreu no dia 9 de agosto passado o comediante português Raul Solnado, em Lisboa. Conhecido no seu país como o Senhor Gargalhada, o ator tinha 79 anos e ao se submeter a uma cirurgia na carótida, veio a falecer em decorrência de complicações cardiovasculares.

Na década de 60, Sonado veio para o Brasil e estrelou programas como Raul Show...nado, na TV Rio e Sete no Sete na Record. Em 1973 participou ao lado do também comediante Chico Anísio da estréia do programa dominical Fantástico.

Atualmente, a TV RTP preparava seu regresso à televisão na série de documentários “As Divinas Comédias” , sobre 50 anos de humor em Portugal, do qual foi um dos maiores representantes.

 

 

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