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A ESPIRITUALIDADE DE ZIBIA


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Só a certeza de que você é eterno, de que tudo no Universo é perfeito e que a vida responde de acordo com o que você lhe dá, permitirá a descoberta das verdadeiras causas dos acontecimentos e modificará o seu modo de ver e de fazer suas escolhas, ensina Zibia Gasparetto.
 Ela que completou 82 anos no dia 29 de julho
último, é autora de 31 títulos que venderam 9,2 milhões de exemplares e já foram lidos por 25 milhões de leitores.
Por ter sido tão beneficiada pela crença na espiritualidade é que continuo escrevendo, inspirada pelos espíritos desencarnados - ela psicografa livros (capacidade atribuída aos médiuns de escrever mensagens ditadas por Espíritos) ou relatando minhas próprias experiências. Esta é uma forma de agradecer à vida todo o bem que esse conhecimento me trouxe", explica.

Praticamente todos os livros de Zibia Gasparetto são best sellers e figuram na lista dos mais vendidos tão logo chegam às livrarias. Seus livros batem recordes de tiragem, como Ninguém é de ninguém, de 2000, cuja tiragem ultrapassou um milhão de exemplares. A menor tiragem foi do livro O mundo em que vivo, crônica da vida espiritual do jornalista Silveira Sampaio, que teve também a surpreendente tiragem de 90 mil exemplares, mesmo sendo lançado em 1987, ano da publicação de Laços eternos, com tiragem de aproximadamente 800 mil exemplares.

As histórias que narra tratam sempre de situações corriqueiras, que podem acontecer com o próprio leitor, com um amigo dele ou um vizinho. Porém, são contadas sob um ângulo que permite ao leitor refletir sobre as causas e conseqüências de cada situação e, consequentemente, compreender melhor a vida.

A maior parte das histórias não traz vítimas nem vilões. "As mensagens fazem com que os leitores compreendam que eles têm o poder de mudar as próprias vidas, modificando sua maneira de pensar. Algumas pessoas aprendem mais rapidamente do que outras. Mas, para todas, existe a possibilidade de crescimento espiritual", comenta. Acreditar na vida após a morte do corpo físico é uma questão de vivência, mas a maioria só busca esse esclarecimento quando perde alguém da família ou quando passa por uma situação de dor.

 MEDIUNIDADE

Nascida em Campinas, interior de São Paulo, Zibia aprendeu a ler aos quatro anos de idade, mas não estudou além do quarto ano do antigo ensino primário.

 A ligação de Zibia Gasparetto com o mundo espiritual está presente na sua vida desde os seus 22 anos de idade. Uma noite, seu marido, Aldo, a surpreendeu andando com passos firmes pela casa e proferindo, com voz grave, frases em alemão, idioma que ela nunca estudou. Assustado, Aldo pediu ajuda a uma vizinha que o acalmou e esclareceu que se tratava de um espírito.

 A partir de então, Aldo e Zibia aprofundaram-se no estudo da doutrina de Allan Kardec (pseudônimo do pedagogo e escritor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que codificou a Doutrina Espírita) e passaram a freqüentar as reuniões da Federação Espírita de São Paulo, onde, por 25 anos, ministrou cursos na Escola de Médiuns.
Zibia participava como médium de incorporação, psicografava contos, mensagens de orientação e histórias e, algumas vezes, chegou a usar o dom da xenoglossia (faculdade de falar ou escrever línguas estranhas). Seu braço doía e a mão mexia contra a sua vontade. Quando papéis eram colocados à sua frente e lápis em suas mãos, Zibia escrevia rapidamente.

 Foi assim que os romances começaram a fluir. O primeiro foi O Amor Venceu, ditado pelo espírito Lucius e que levou mais de cinco anos para ser escrito. Ela tinha, então, dois filhos pequenos e foi entre uma mamadeira e outra que conseguiu concluir a obra.

No início, os livros eram manuscritos. Depois, datilografados. Hoje Zibia utiliza um computador. Embora mantenha a consciência, garante não interferir na obra. "Eu nunca sei para onde segue a história. É sempre uma surpresa. Aliás, eu só sei quem é o autor ao final do trabalho, quando o espírito assina a sua obra", afirma.

Em 1969, a escritora fundou o Centro de Desenvolvimento Espiritual Os Caminheiros, onde desenvolveu extenso trabalho de esclarecimento e de promoção social dos menos favorecidos por 26 anos consecutivos. A editora veio mais tarde editora com nome do Centro Espiritual responsável, até 1989 pela publicação de seus livros.

Diante da necessidade de separar a parte espiritual da editora, criou naquele ano, em sociedade com o filho Luiz Antonio, o Centro de Estudos Vida e Consciência Editora Ltda., que reúne a editora e a gráfica que ela administra até hoje ao lado dos filhos Luiz Antônio e Silvana e com os netos Vanessa e René. Zibia tem ao todo nove netos e três bisnetos.


 SEU DIA-A-DIA

Há 36 anos mora na mesma casa, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, próxima à editora. Zibia Gasparetto é muito disciplinada: trabalha de segunda a sexta-feira na Editora e Gráfica Vida e Consciência.

 E três tardes são reservadas para a psicografia dos livros. No momento, está produzindo três diferentes obras.

 As segundas, terças e sextas-feiras, a partir das 14hs, Zibia apaga as luzes de seu escritório e coloca uma música suave. Até que as luzes voltem a ser acesas, ninguém a interrompe.

Às quintas-feiras pela manhã Zibia Gasparetto apresenta, ao vivo, o programa Conversando com você na Rádio Mundial. Atende seus ouvintes com paciência e carinho, assim como responde, pessoalmente, os centenas de e-mails e cartas que recebe de seus fãs. Seus conselhos - de mãe, avó, irmã ou amiga - são tão bem aceitos quanto às histórias de seus livros.

Em público, não deixa de atender ninguém. Numa das últimas vezes que decidiu ir a uma livraria bater-papo com seus leitores formou-se uma fila de mais de 400 pessoas querendo seu autógrafo, uma foto ao seu lado ou uma palavra de carinho. Ganhou uma tendinite.  Por isso começou a reduzir os compromissos públicos. "Não posso deixar de atender quem fica horas na fila para me ver", justifica.

Mais de oito décadas de vida e cinco de carreira não são suficientes para que Zibia Gasparetto pense em parar. Aposentadoria é uma palavra que não existe em seu amplo vocabulário. Pela sua vitalidade, energia e disposição para o trabalho, a impressão que se tem é a de que a autora está apenas começando.


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