vidaememoria
 


MEU ENCONTRO COM CARMEM MIRANDA

carmem1carmem2carmem

NOS ESTADOS UNIDOS

" Em fevereiro de 49, estava com alguns amigos em San Diego, Califórnia. Resolvemos, então, fazer uma visita à Carmem Miranda, pois soubemos que ela recebia os brasileiros com muito carinho.

Chegando a Beverly Hills, não tivemos a menor dificuldade para encontrar sua casa. Uma construção tipicamente americana sem grades e sem portas fechadas. À entrada, um amplo hall de mármore, com uma escada de cada lado, absolutamente iguais. Neste hall, sem móveis, chamava a atenção uma mala enorme, dessas que se usa para viagem de navio . Dentro do malão aberto, fantasias, turbantes, colares, enfim, todos os objetos usados pela Carmem, como se estivessem em exposição.

Fomos recebidos gentilmente por D. Maria, sua mãe, Aurora e o marido. Explicaram que Carmem estava no banho e não demoraria a descer. Os três nos levaram para uma espécie de sala de almoço, onde ficamos conversando e nos serviram um delicioso cafezinho. Umas duas horas mais tarde, a Carmem apareceu esfuziante, vestindo uma calça comprida, uma blusa e um turbante simples. Vinha com o marido, David Sebastian.

Foram muito simpáticos conosco, principalmente ela, que já estava falando um português americanizado. Na saída, deu a cada um de nós uma foto com dedicatória personalizada. Infelizmente não tenho mais a minha.

Voltando a San Diego, fomos até o navio escola Almirante Saldanha, onde meu marido, oficial de Marinha, estava embarcando. Quando o Comandante do navio ficou sabendo da nossa visita à Carmem, mandou convidá-la para uma festa de carnaval na semana seguinte. Ela prontamente atendeu ao convite e na terça-feira Gorda, para o encanto dos marinheiros e de toda a tripulação do navio, apareceu trajando um conjunto clássico, o eterno turbante e sapatos muito altos. Cantou, dançou, e sambou amavelmente com todos.

Heloisa

Colaboração de Heloísa J. Silva

 

 

MUSEU GUARDA A HISTÓRIA DA PEQUENA NOTÁVEL

 

Uma das primeiras artistas a representar o Brasil no exterior, Carmen Miranda faria 100 anos no dia 9 de fevereiro. A morte, que chegou de forma prematura, aos 49 anos, arregimentou milhares de fãs que clamavam por um lugar para eternizar a memória daquela que entrou para a história do showbusiness.

 

Criado por decreto, em 1956, pelo governador do então Distrito Federal, o Museu Carmen Miranda passou a funcionar, a partir de 1976, em um pequeno edifício circular localizado na altura do número 560 da Avenida Rui Barbosa, no Parque do Flamengo.

Através das 3.500 peças do acervo, é possível fazer uma viagem no tempo e conhecer o way of life (modo de vida) de Carmen Miranda, que chegou a ser rotulada de americanizada devido ao enorme sucesso que fazia nos Estados Unidos, mesmo após sair consagrada do Brasil.

Trajes de cena e sociais, os sapatos de plataforma, os iconográficos turbantes e os famosos balangandãs estão expostos no museu, dedicado a mostrar a trajetória da Pequena Notável. Também é possível encontrar expressiva documentação, desde roteiros e cartazes de alguns dos 20 filmes de que participou, além do traje que usou em sua estréia na Broadway e a foto do dia que deixou sua marca na Calçada da Fama, em Hollywood, Estados Unidos.

 

O Museu Carmen Miranda funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (21) 2334-4293.

 

 

SUA BIOGRAFIA


Maria do Carmo Miranda da Cunha, ganhou o apelido de Carmen devido ao interesse do pai por ópera e pelo fato de, desde a infância, estar sempre cantando. Ao contrário do que muitos pensam, a cantora não era brasileira e sim portuguesa, natural de Marco de Canavezes, distrito do Porto. Quando Carmen estava com dez meses, a família mudou-se para o Rio de Janeiro.

Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses. Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro. A mãe, Maria Emília Miranda da Cunha, da Cunha, veio (...) saibamais

fonte: dicionário Cravo Albin de música popular brasileira

 

A PEQUENA NOTÁVEL

Para quem não a conheceu ou quer rever seus pensamentos estas são alguns de seus ditos e pensamentos.

- As únicas mulheres que têm certeza do paradeiro de seus homens são as viúvas.
- Do que eu mais gosto é de dinheiro, homem e macarrão.
- Nunca entendi porque Deus deu tanto charme aos patifes.
- Nos Estados Unidos me perguntaram se as cobras andavam pelas ruas do Rio de Janeiro. Respondi que sim e ainda acrescentei que elas tinham até uma rua especial .
- Vivo de turbante. Não estou agüentando mais, quero mostrar meus cabelos, tem muita gente dizendo que sou careca.
- Muito doente, Carmem ainda insistia: quero olhar Copacabana mais uma vez, ainda que seja pela janela.
- Acabou a política de boa vizinhança, estamos todos na lama.

 

_________________________

Direitos autorais (Lei federal nº 9.610/98) - Quando da utilização de material  deste site, deve ser feita a seguinte referência: "extraído de www.idademaior.com.br"