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MARIA DO CÉU SAUDA A TODOS

JUSSARA CÂMARA

 

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Eu a conheci por acaso. Uma amiga me convidou para ir ao almoço em comemoração ao aniversário de 81 anos da sua ex- professora de Ioga,  pessoa interessante e bastante querida por suas alunas.

 

Maria do Céu Ferreira nasceu em Cimbres, distrito de Vizeu, e chegou ao Brasil em 1954 acompanhando o marido. “Viemos com uma carta de Chamada, era quando alguém da família, no caso meu cunhado, se responsabilizava pela gente,” explica.

 

Trinta anos depois, ela descobriu umas primas que viviam aqui, através de uma ex-aluna. ”Foi muito bom saber que tinha família no Brasil, porque como a mais nova de cinco irmãos, todos meus parentes diretos em Portugal já morreram”, complementa.

 

Ela era enfermeira foi trabalhar assim que chegou, na Clínica N. S. Auxiliadora, que ficava na Tijuca, Zona norte do Rio, na Rua Carlos de

Vasconcellos. Foram 14 anos, como enfermeira chefe. “Era um trabalho puxado, pois eu ficava no lugar de qualquer enfermeira que faltasse e sempre em contato com as mazelas”, nos conta Maria do Céu.

 

Como tinha insônia, resolveu fazer um curso de Ioga, pois lhe falaram que com os ensinamentos, conseguiria dormir. “Naquela época, nem sabia o que era Ioga”, revela. Gostou tanto, que depois resolveu se aprofundar e estudou sânscrito e filosofia indiana.

 

A Ioga lhe ajudou muito na profissão e na vida. Ela explica que não so passou a dormir melhor, como a ter maior controle emocional, o que lhe foi muito útil para enfrentar seus problemas internos.

 

Maria do Céu disse que antes era uma pessoa muito nervosa e mandona, e com a Ioga, se tornou mais humilde, compreensiva, tolerante e mesmo amorosa. “Aprendi a ser mais serena, calmamente ativa e ativamente calma, aceitando melhor a vida”, conclui.

 

- Os ensinamentos da ioga e um trabalho intenso de respiração não trazem apenas o bem estar do corpo, mas um sentido de vida mais profundo, que une o corpo ao espiritual, complementa. Os exercícios de Ioga também deixam o corpo mais flexível, com uma melhor postura. Até hoje, ela consegue fazer com tranqüilidade os exercícios de flexões com o corpo.

 

As mudanças internas a levaram por acaso a mudar de profissão, se tornando professora numa academia de ginástica. E foi lá que recebeu mais tarde, outro convite, desta vez de uma ex- aluna para abrir sua própria Academia. Aceitou e passou a disseminar os ensinamentos da Ioga e também a ficar conhecida. 

 

O nome escolhido da Academia foi Namaste (pronuncia-se Namastê), que é composta de duas palavras sânscritas: Nama (reverência, saudação) e Te. Ela significa: "O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você".

 

Infelizmente, hoje em dia ela não pode mais dar aulas. Há onze anos ela fez uma cirurgia de ponte de safena, quando pegou uma infecção hospitalar. Fez nova cirurgia e desta vez, por causa de uma transfusão de sangue, teve hepatite C. Todos esses problemas lhe deixaram com uma

grande cicatriz e muito cansaço. Mas, como ela mesma diz: a Ioga lhe deu forças para continuar seguindo a vida. Mas, continua diariamente, a fazer ainda em jejum, seus 20 minutos de exercícios de Ioga, para se sentir bem o resto do dia.

 

namasteEntão perguntei, o que você gostaria de deixar como mensagem para nossos usuários? NAMASTE! Respondeu, fazendo o gesto do Namaste, que consiste no simples ato de juntar as palmas das mãos ante o coração (ou mais precisamente o chakra do coração), e inclinar levemente a cabeça.

 Metaforicamente, os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos de karma, enquanto os da direita representam os cinco órgãos do conhecimento. Desta maneira, mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com o Dharma, filosofia de Buda. Este também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo e sugere um esforço de nossa parte para trazer essas duas forças unidas em equilíbrio.


 

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