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DIA DA AVÓ
PROF. FELIPE AQUINO

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Dia 26 de julho, comemoramos o Dia da Avó. É uma grande oportunidade de refletir sobre a importância da avó na vida da família e da sociedade. Mais do que lançar confetes, precisamos pensar com seriedade sobre a sua vida. Hoje em dia, a avó tem cada vez mais importância na vida da família – de seus filhos e netos.
Como a maioria dos pais e mães trabalham fora de casa, muitos netos ficam sob a responsabilidade das avós, que prestam um grande serviço a seus filhos na educação dos netos. Sua sabedoria e experiência nos assuntos do lar ajudam muito na educação das crianças.
Por outro lado, os netos podem ser a alegria das avós. Um velho ditado diz que “ser avó é ser mãe com açúcar”. Então, a presença dos netos vivifica as avós e lhes dá um novo sentido à vida. Isso tudo precisa ser valorizado. Certa vez, ouvi de uma avó feliz que “a alegria da mulher idosa é ser avó”. De fato, atualmente há muitas avós cheias de vida, capazes de se doar para o bem da família de seus filhos.

Mais do que nunca, elas podem transmitir aos netos toda a bagagem rica que acumularam durante a vida: o amor ao próximo, a simplicidade de viver respeitando os outros, a modéstia no falar, no vestir e no agir, o desprendimento das coisas materiais, a valorização da vida espiritual, a pureza das intenções, a sabedoria de viver, a discrição, o domínio de si mesmo, a paciência, a calma nos momentos de dificuldade, a bondade...

Como é na família que a criança cresce segura e respeitada, feliz e equilibrada, a avó é uma presença importante para ajudar a família a cumprir o seu indispensável papel de formar os homens e as mulheres da sociedade, com caráter.

Por outro lado, quando não há uma família que a ampare, a avó idosa não tem condições de viver bem e gozar de alguma saúde. Fora do ambiente de um lar, ela pode se ver abandonada, ficar sozinha e solitária. E nada pior para uma pessoa idosa que sentir-se abandonada, desprezada e desvalorizada.

Em um mundo que é, às vezes, injusto e insensível, muitas avós já idosas estão abandonadas nos asilos. Ainda pior, é quando lhes pesa sobre alma a ameaça da eutanásia, que a cada dia cresce no mundo todo. Há pouco tempo, senhorinhas holandesas estavam deixando os asilos daquele país em direção à Alemanha, com medo da eutanásia. Que horror!  Que injustiça!

Na velhice, todas as faculdades físicas enfraquecem. Os olhos já não enxergam como antes, os passos agora são lentos e, muitas vezes, precisam do apoio de bengalas. Os ouvidos já não ouvem bem e os dentes já não são fortes como antes. Os braços já não podem fazer força e o corpo dói com facilidade, porque os músculos são frágeis e todos os órgãos já estão cansados. Facilmente, a doença se instala. Essa é a fase que a avó mais precisa do calor dos netos e netas, além de seus filhos.  É nessa hora que se conhece a grandeza de uma família. Uma civilização verdadeira se prova na atenção que dá aos mais fracos e doentes.

Prof. Felipe Aquino é  teólogo e apresentador dos  programas Escola da Fé e Trocando idéias, na TV Canção Nova  (www.cancaonova.com)

AVÓS NÃO SÃO PAIS
MARIA CELESTE L. FARIA

Não vemos mais um fogão funcionando com freqüência nas casas, a cozinha perdeu aquele aspecto de encontro, de acolhimento. É isso que, muitas vezes, os netos buscam na casa dos avós. Os avós não têm, no entanto, de fazer o papel dos pais. Às vezes é preciso impor limites.

Temos hoje um avô mais participativo, que ganhou algumas coisas, mas perdeu outras. É o avô que perdeu o direito de estragar os netos. No entanto, como avós, somos pais melhores, é um amor suavizado.

Maria Celeste Lima de Barros Faria é psicóloga, psicanalista e avó

DEFINIÇÃO DE AVÓ

avos-pais"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas e nem nas lagartas.
Nunca dizem "Some daqui" !". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou então, uma fatia maior.

As Avós usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca pulam pedaços e não se importam de contar a mesma história várias vezes.

As Avós são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, ainda mais se não tiver Televisão".

Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo, em Floripa.

AS DUAS

avocriancaO blog Nós Duas (www.blognosduas), da jornalista Priscila Sérvulo, foi criado para contar sobre criar filho sozinha, depois da morte precoce do seu companheiro, dias antes do aniversário de um ano da nossa Isadora.
“Estou gostando muito da experiência. Além de contar as histórias da Isadora, e nossas dificuldades na jornada, é um espaço muito bom para ouvir as vivências de outras mães também. Há algumas, com filhos na mesma faixa etária, que já estão assíduas”, afirma Priscila. Alguns já viraram “da família”, conclui.

Mas, a nossa homenagem hoje aqui é a avó de Priscila, Valentina, bisa da Isadora (sua primeira bisnetinha), que lhe contou um hábito lindo do meu avô Homero. Ele escolhia o dia do aniversário dele para dar os presentes mais lindos, mais marcantes a ela. “E sabem por quê? Segundo ele, porque ela era a responsável pela felicidade, pela alegria dele de viver, portanto, era o dia para ela ser ainda mais valorizada”.

Conheça e participe www.blognosduas.com.br http://blognosduas.com.br/?tag=bisavo

 

   UMA AVÓ QUE PAROU DE CONTAR HISTÓRIAS

zeliaEm maio faleceu a escritora Zélia Gattai, 91 anos, filha de imigrantes italianos, a romancista era viúva de Jorge Amado, com quem formou uma das mais duradouras e prolíficas uniões da literatura brasileira.

Contadora de histórias por vocação, Zélia começou a escrever aos 63 anos e seu primeiro livro, o romance "Anarquistas, graças a Deus", é um relato da vida dos imigrantes italianos na São Paulo do começo do século.  Memorialista consagrada, Zélia Gattai também escreveu livros para o público jovem e, após a morte de Jorge Amado, se dedicou às memórias de sua família, lançando diversos livros sobre o assunto.

Ela brincava sempre com o fato de ser chamada de escritora, mesmo depois de ter sido eleita imortal da Academia Brasileira de Letras. Além dos três filhos, Zélia Gattai também deixa nove netos e cinco bisnetos. 

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