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 GLAUBER ROCHA – 70 ANOS

 

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O cineasta baiano, que fundou o Cinema Novo brasileiro na década de 60 , ganhou um programa especial na TV Cultura: o programa Zoom totalmente dedicado à sua vida e obra, na TV Cultura, que mostra o documentário “Que Viva Glauber” (Brasil/1991), dirigido por Aurélio Michiles. Nele  há  depoimentos de amigos como o cineasta Zelito Vianna (pai do ator Marcos Palmeira e irmão de Chico Anísio); e de familiares como sua mãe, Lúcia Rocha; e sua filha, Paloma Rocha, que contam detalhes de sua vida e carreira.

 

Os telespectadores foram brindados também com uma raridade: seu primeiro curta metragem, Pátio, filme experimental rodado na Bahia, em 1959, que mostra sua fase concretista.

 

O programa mostrou o verdadeiro retrato do controvertido e incompreendido Glauber Rocha, patrulhado tanto pela direita como pela esquerda, que tinha uma visão apocalíptica e decadente do mundo refletida em sua obra. Para o poeta Ferreira Gullar, "Glauber se consumiu em seu próprio fogo".

 

Criador da expressão “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, no documentário percebe-se que Glauber Rocha, aos seis anos de idade já sabia qual seria sua profissão: fazer cinema.

 

Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, em 14 de março de 1939. Ao longo de sua carreira, fez 11 longas e seis curtas, tendo a luta pela liberdade como tema recorrente. Liderou o movimento do Cinema Novo que buscava quebrar radicalmente com o estilo cinematográfico americano. A idéia era ter um cinema com mais realidade, mais conteúdo e menor custo. Com obras como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) fez duras críticas sociais sobre a realidade brasileira. Morreu no Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto de 1981.

 

Mais informações sobre sua vida em Glauber: 70 anos de história do Rochedo

 

 

ANABAZYS” GANHA PRÊMIO

          NO 2º LOS ANGELES BRAZILIAN FILM FESTIVAL

 

 

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Crédito de Ronaldo Theobald

 

Dirigido por Paloma Rocha e Joel Pizzini, o documentário “Anabazys” é um dos trabalhos brasileiros que se destacou no 2º Los Angeles Brazilian Film Festival – LABRFF - realizado entre os dias 12 e 15 de março no The Landmark Cinema, em Los Angeles. O filme conquistou o prêmio especial do júri e recria a memória e o método de produção de “A Idade Da Terra”, de Glauber Rocha.

 

Nesta edição, além de prestigiar o cinema brasileiro com a exibição de 65 filmes, o festival também celebrou a carreira do de Glauber Rocha com a exibição de três filmes do diretor. Glauber, que liderou o movimento do Cinema Novo na década de 60, é pai de Paloma.

 

Produzido pela Paloma Cinematográfica, “Anabazys” é um inventário poético sobre a gênese, a erupção e a ressonância de “A Idade da Terra”, filme de Glauber que anunciou em 1980 a revolução audiovisual contemporânea. É um documentário sobre a obra de Glauber Rocha; traz imagens e depoimentos ainda desconhecidos do grande público, denotando sua genialidade como diretor de cinema e figura polêmica do cenário nacional e internacional. Estreia em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador em 27 de março.

 

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