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EM DEFESA DA PESSOA IDOSA


PenhaA simpática capixaba Maria Penha  Silva Franco, 74 anos, é a superintendente de Políticas para a Pessoa Idosa ligado à Secretaria do Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) do RJ, órgão que visa a implementação de políticas publicas e a cuidar das questões relacionadas ao envelhecimento e aos direitos da pessoa idosa.

Há 15 anos Maria da Penha se dedica à terceira idade, já tendo sido vice-presidente da Associação Nacional de Gerontologia, coordenadora da Política Nacional do Idoso e ex-diretora da Fundação Abrigo Redentor, que foi inaugurado em 1936 para atender crianças e idosos abandonados.

O Abrigo, que passou para a administração do Estado em abril deste ano, é um assunto que gosta de falar.  Estão sendo realizadas inúmeras melhorias para atender um número maior de idosos. Em sua área de 176 mil metros quadrados, localizado na Avenida dos Democráticos, em Bonsucesso, há vários pavilhões desocupados, sucateados. “Já foram realizados trabalhos de limpeza, foi terceirizada a alimentação, lavanderia e segurança para os que estão ocupados atualmente”, explicou.

Hoje ele mantém 306 idosos, entre homens e mulheres recolhidos nas ruas. Existe um Centro Dia para a comunidade que atende 19 pessoas que ficam lá das 7.30 às 17.30 horas, em atividades lúdicas. O objetivo é atender ao seu limite: 40 idosos.

Penha veio para o Rio de Janeiro há mais de 50 anos para se formar na universidade Pontifícia Católica, onde trabalhou. Lá organizou o 1º Curso de Gerontologia Social, voltado para preparar profissionais para a questão do envelhecimento dentro da especialidade de cada um.

Penha trabalhou em favelas, dirigiu o Departamento Geral de Serviço Social, onde trabalhou na fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Em seu trabalho atual frente à Superintendência, assumido há um ano e meio, há muito que fazer como ela mesma informa.

-“Em relação ao estatuto do Idoso devia valer o que está escrito, mas não é assim que acontece!,continua. “O próprio idoso deveria conhecer melhor os seus direitos, o Poder Público se interar de suas responsabilidades e a sociedade como um todo, devia mudar de mentalidade em relação ao idoso”, diz.

Um programa que ela acha importante é a realização de oficinas de alfabetização, uma vez que grande parte dos idosos não sabe ler e nem escrever e assim, poderiam ser alfabetizados. “O que seria ótimo para a sua auto-estima”, completa.



viver-melhorO projeto Viver Melhor é outro que ela fala com entusiasmo.  A SEASDH em parceria com a Federação dos Clubes e Associações do Estado do Rio de Janeiro o lançou no ano passado. Nele são oferecidas a pessoas a partir de 55 anos e rendimentos de até três salários mínimos, informações e atividades esportivas, físicas, de saúde, culturais e de lazer.

 Este projeto atende a seis municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Rio de janeiro e São Gonçalo junto a 23 clubes e conta com a participação de 4 mil e 600 idosos.

Nesse momento, eu a pergunto qual é o se maior sonho? Ver multiplicados os Centro-dias em todo o estado do Rio de Janeiro e não apenas na Fundação abrigo Redentor e na Cidade de Deus”, Penha responde.

- Só vejo benefícios nos Centros-Dias, lugar onde o idoso pode participar de atividades e conviver com outros idosos, ao invés de ficar só em casa. Primeiro, porque não se rompe o vínculo com a família. Depois, a própria família ficaria tranqüila, pois sabe que ele estaria sendo bem tratado. Além disso, evitaria a internação em hospitais ou asilos, explica.

Enquanto a sociedade só agora discute os problemas do envelhecimento populacional, percebendo que enquanto a população total brasileira aumentou 15,7%, no período 1991- 2000 e que o nicho da terceira idade, cresceu 35%, e os maiores de 80 anos, 58,2%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), Maria Penha  Silva Franco pautou sua vida profissional em cuidar de uma faixa etária não muito respeitada. Posso afirmar que é a pessoa certa no lugar certo.


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