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ESCOLA ALÉM DA ESCOLA KARINA PADIAL

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Abandonado, o Palácio da Imprensa repousa anonimamente na região central de São Paulo, bairro da Luz. De transeuntes a moradores da região, ninguém sabe do nobre passado do edifício. Olhando através das janelas quebradas, não é possível imaginar que aquelas salas abrigaram o primeiro prédio construído especialmente para receber a estrutura de um jornal - A Gazeta. Era 1939 e os sete andares estavam prontos para receber jornalistas, diplomatas e políticos. Realizava-se materialmente o triunfo de um diário que, fundado em 1906 pelo jornalista Adolfo Araújo, passou por altos e baixos até beirar a falência, com circulação de 2 mil exemplares, em 1918. Naquele ano, o diário foi vendido ao repórter Cásper Líbero, que praticamente assumiu o projeto como seu e iniciou uma vitoriosa carreira como diretor de jornal. Em março foram comemorados os 120 anos de nascimento desse pioneiro repórter e empresário, que acreditou no jornalismo como instrumento difusor de cultura e construiu um grande legado.

Para a jornalista e professora Gisely Hime, seis princípios constituem o ideário de Cásper: progresso, nacionalismo, regionalismo, jornalismo como função social, coletividade e juventude. Traços intrínsecos às suas realizações, do pioneiro prédio à concretização da primeira faculdade de jornalismo do país, e que se revelam ainda mais consistentes quando, mais de 50 anos após sua morte, seus projetos e ideias ainda continuam admiráveis.

Leia matéria completa na edição 243 de IMPRENSA

http://portalimprensa.uol.com.br/revista/edicao_mes.asp?idEdicao=20&idMateriaRevista=210

 

 

A HISTÓRIA NÃO CONTADA DA SÃO PAULO COLONIAL

 

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Em História de São Paulo Colonial, lançamento da Editora Unesp organizado por Maria Beatriz Nizza da Silva, são discutidos os momentos cruciais da história de uma capitania em geral pouco estudada, mas não menos atraente do que a de outros estados brasileiros como Bahia ou Rio de Janeiro. O longo período em que esteve fora do controle da Coroa foi um diferencial histórico que, as páginas deste livro revelam, provocou fascinantes passagens.


A obra abrange desde os primórdios da história paulista, quando ainda se chamava Capitania de São Vicente, até chegar ao complexo processo que culminou com a independência do Brasil. Rejeitando o resumo simplista dos registros historiográficos, os pesquisadores percorrem arquivos de São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa. Fazem uma criteriosa escolha dos temas e fornecem elementos para contar uma história e revelar nuances até agora não totalmente desvendadas.


História de São Paulo colonial apresenta em seus quatro capítulos o período donatarial (1532-1709), as novas fronteiras e a influência que foi estabelecida com a descoberta do ouro (1710-1756), a recuperação da autonomia paulista em relação ao Rio de Janeiro (1756) até chegar ao movimento constitucional. Períodos que marcam a consolidação de uma das regiões mais importantes e significativas da história do Brasil.

Sob diferentes ângulos, percorrem-se os conflitos entre a população e os eclesiásticos, a posse da terra e de escravos, o começo da militarização da capitania, os processo da inquisição, a deserção de soldados, a prática da justiça e aspectos econômicos, políticos, educacionais e culturais. A pesquisa abrange ainda questões como a posse da terra e de escravos na capitania, sua demografia, o casamento entre brancos e negros, além de refletir sobre a participação da província e a cultura política presente no processo de independência do Brasil.


Sobre a organizadora ? Maria Beatriz Nizza da Silva graduou-se em História e Filosofia na Universidade de Lisboa, cidade em que nasceu. Em 1963, radicou-se no Brasil, lecionando no Departamento de Filosofia da USP, onde doutorou-se em 1967, e depois no Departamento de História da mesma universidade. Aposentou-se em 1990, como professora titular de Teoria e Metodologia da História, sendo convidada por universidades portuguesas para assumir a cátedra de História do Brasil. É autora de vários livros, entre os quais se destacam Cultura no Brasil Colônia (1981); Sistema de casamento no Brasil colonial (1984); História da família no Brasil colonial (1998); A cultura luso-brasileira: da reforma da Universidade à Independência do Brasil (1999); Donas e plebéias na sociedade colonial (2002) e Ser nobre na Colônia (Editora Unesp, 2005).

 

História de São Paulo colonial de Maria Beatriz Nizza da Silva (org.)
tem  346 páginas, custa R$ 48,00

 

 

MULHERES E CRIANÇAS NOS JORNAIS PAULISTAS

DE ANTIGAMENTE

 

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Em Mulheres e crianças na imprensa paulista, 1920-1940: educação e história, Raquel Discini de Campos extrai da matéria-prima do jornalismo e da publicidade regional concepções próprias a respeito da cultura que permeava os meios de comunicação do Estado de São Paulo na primeira metade do século XX, particularmente no que diz respeito às mulheres e às crianças, personagens principais da vida pública do período.

A autora nos faz pensar sobre a longa duração das representações culturais, já que observamos por meio de seu texto o nascimento de um mundo que é hoje o nosso. Ela nos convida para uma imersão na história da moda, da beleza, do culto à “esbeltez” e da maternidade, no que diz respeito á história das mulheres; e à ingenuidade, à pureza ou à marginalidade, no que diz respeito à história das crianças e dos adolescentes. Trata-se do retrato de uma época em que os jornais não só contavam o que acontecia no mundo, mas também procuravam formá-lo. Longe de uma visão maniqueísta de História, a autora busca demonstrar como os jornais tentavam educar o público leitor utilizando-se de diversos artifícios.

Este lançamento da Editora Unesp mostra como o historiador, ao se debruçar sobre as fontes históricas regionais, pode atingir o estatuto de universalidade, meta de comunicação daqueles que tem a escrita como instrumento privilegiado do diálogo com o outro. A obra é o resultado de uma tese de doutorado e foi premiada pelo “Prêmio Estímulo Nelson Seixas” de São José do Rio Preto, SP. Trata-se de um exame cuidadoso das imagens de mulheres e de crianças construídas e veiculadas pela imprensa paulista, pela publicidade e pela própria sociedade, mas trata-se, sobretudo, de uma narrativa que se situa entre as fronteiras da História da Imprensa, da História da Cultura e da História da Educação.

Capturando não só o que ocorre de instantâneo nos acontecimentos, mas também o que permanece até a atualidade, Raquel Discini de Campos faz um recorte analítico da vida da primeira metade do século XX no interior paulista, nos convidando à leitura.


Mulheres e crianças na imprensa paulista, 1920-1940: educação e história de Raquel Discini de Campos tem: 224 e custa R$ 52,00

 

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou telefone (11) 3242-7171.

 

 

AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE GRANDES NOMES

DO BRASIL E DO MUNDO  

 

ultimas-palavrasA biografia de grandes nomes sempre gerou grande fascínio e interesse daqueles que tem a curiosidade de conhecer os aspectos mais íntimos e ocultos de grandes líderes, cientistas, artistas e pensadores que ajudaram a construir nossa história e permaneceram ativos por meio de seus legados e influências sob nossa sociedade, além da presença viva no imaginário de cada um.

 Na iminência da morte, muitos dos que buscam as últimas palavras proferidas por esses grandes ícones mundiais têm a expectativa de um último momento iluminado, permeado por sábias e brilhantes manifestações, enquanto outros aguardam a reafirmação de uma crença, de valores ou causas defendidas. Há também aqueles que aguardam pelo inimaginável e geram a expectativa de que toda uma trajetória seja renegada no momento da morte de seu protagonista. Seja qual for o fim, e deixando de lado qualquer aspecto mórbido que possa assombrar esses últimos momentos de vida, é fato que as últimas palavras sempre despertaram a curiosidade e o imaginário daqueles que admiram ou reconhecem a importância desses significativos homens e mulheres em seus momentos derradeiros.

 


Neste mais recente lançamento, são registradas as últimas manifestações de presidentes, imperadores, líderes religiosos, políticos e civis, reis e rainhas, grandes pensadores, filósofos, artistas e cientistas, como Maquiavel, Joana D'arc, Alexandre II, Júlio César, Nero, Giuseppe Garibaldi, Henrique VIII, Elisabeth I, Francisco Ferdinando, Churchill, Mussolini, Himmler, Pinochet, Hegel, David Hume, Nietzsche, Sócrates, Voltaire, Darwin, Goethe, Oscar Wilde, Jane Austen, Beethoven, Charles Chaplin, Isadora Duncan, Frank Sinatra, John Lennin, Chopin, Victor Hugo, João Paulo II, Freud, Einstein, Fernando Pessoa, Edith Piaf, entre outras personalidades da história.


No Brasil, ao contrário de outras culturas e regiões, há uma forte ausência de registros dos grandes nomes que por aqui passaram, incluindo os presidentes de nossa nação, escritores e artistas. Ainda que raras, são apresentadas as últimas palavras de, entre outros, Tiradentes, Getúlio Vargas, Olavo Bilac, Antônio Carlos Gomes, Visconde de Taunay, Prudente de Moraes, José Carlos do Patrocínio, Machado de Assis e Ruy Barbosa, junto aos seus dados biográficos, contexto e curiosidades.

 

 

“Talvez eu não tenha vivido em vão...”: as últimas palavras de grandes líderes, cientistas, artistas e pensadores de nossa história  Organizador: Fábio Cyrino

Editora Landmark – tem 240 páginas e custa R$ 34,00

 

 

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