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O QUE VALE NA VIDA NÃO É O PONTO DE PARTIDA

E SIM A CAMINHADA.

CAMINHANDO E SEMEANDO,

NO FIM TERÁS O QUE COLHER.

Cora Coralina

 

Cora-CoralinaCora

O primeiro livro da poetisa e contista brasileira Cora Coralina, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais, foi publicado em 1965, e levou Cora, aos 75 anos, finalmente a ser reconhecida como a grande porta-voz de uma realidade do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás, estado que nasceu e morreu.

Antes disso, publicou seu primeiro conto, "Tragédia na Roça",  aos 14 anos, já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem casou. Foi para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos. Depois mudou-se para São Paulo capital, onde viveu  por quarenta e cinco anos.

 

Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.

 

Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

O poeta Carlos Drummond de Andrade, surpreendido com a obra de Cora, escreveu-lhe em 1979: "(...) Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais (...)".

Nascida em 20 de agosto de 1889, como Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs, ela morreu a 10 de abril de 1985, deixando uma rica obra poética. 

 

NÃO SEI ...SE A VIDA É CURTA....
OU LONGA DEMAIS PARA NÓS, ...
MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS
TEM SENTIDO, SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS.

Cora Coralina

 

 

 

RETRATOS DA ATRIZ DINA SFAT

 

Dina-Sfat

  

Para quem não pôde ver Dina Sfat brilhar nos palcos,   no cinema e na televisão, é uma chance de relembrar a carreira brilhante da atriz.

Até 6 de setembro, o Centro Cultural da Justiça Federal/RJ apresenta a Exposição Dina Sfat: Retratos da Atriz com fotografias, figurinos e entrevistas. Serão revisitadas as personagens vividas por Dina Sfat ao longo de seus 27 anos de carreira. A exposição tem curadoria de Antônio Gilberto, diretor e produtor teatral que conviveu com Dina Sfat.


 

BIOGRAFIA

Filha de pai polonês e mãe israelense, Dina Sfat nasceu Dina Kutner de Souza em 1938 no Alto da Lapa em São Paulo. O sobrenome artístico escolhido para substituir o verdadeiro era o nome da cidade natal de sua avó materna, Sfat, cidade israelense com tradição artística.

Sua carreira começou em 1962 no teatro amador, com um grupo de estudantes da Universidade Mackenzie. Em sua primeira peça, Dina já encarou um texto do gigante alemão Bertolt Brecht.

A convite de Sérgio Mamberti, Dina integrou o elenco de Antígone América, de Carlos Eduardo Escobar, baseada na tragédia de Sófocles, no papel de Ismênia, ao lado de Ruth Escobar. Esse espetáculo, que teve direção de Antônio Abujamra, marcou a estréia de Dina Sfat, Sérgio e Cláudio Mamberti no teatro profissional.

Após receber uma indicação de Milton Gonçalves para substituir, por duas noites, uma atriz na remontagem de "Eles Não Usam Black-Tie" de Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro Arena, Dina Sfat inicia seu período de trabalho em vários espetáculos desta companhia que fez história no teatro brasileiro.

Nos próximos 20 anos, Dina participou como atriz e produtora em mais de 20 espetáculos, entre eles Arena Conta Zumbi, Hedda Gabler e A Irresistível Aventura. A última peça de Dina, da qual foi apenas produtora, foi Ninguém Paga, Ninguém Paga.

No cinema, Dina Sfat estreou em 1966 com Três Historias de Amor. Até 1989 fez 19 filmes, entre os mais famosos estão Macunaíma, Tati, a garota, e Das tripas coração.

Mas foi na televisão que Dina encontrou o sucesso nacional. Depois de alguns trabalhos na TV Tupi e na TV Excelsior, Dina ficou famosa por sua participação na novela "Verão Vermelho", de Dias Gomes, na TV Globo, em 1970. Personagens como a Fernanda de Selva de Pedra, e a Risoleta de Saramandaia se tornaram inesquecíveis no imaginário popular.

Casada com o ator e diretor Paulo José, Dina Sfat teve três filhas: Isabel, Ana e Clara. Dina Sfat faleceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1989. Seu último trabalho foi a novela Bebê a Bordo.


CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL

Avenida Rio Branco, 241 Centro
Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 3261-2550.
Horário: Segunda a sexta-feira, das 10h às 21h
Sábados e feriados, das 14h às 19h
Domingos: das 11h às 19h
Local: Galeria do CCJ – Segundo andar
Entrada Franca

 

 

 

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