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RIO 40 GRAUS E RIO ZONA NORTE DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS FORAM FILMES QUE ANUNCIARAM A REVOLUÇÃO DO CINEMA NOVO. ENTRE SUAS VERDADEIRAS OBRAS PRIMAS, ESTÃO: VIDAS SECAS, MEMÓRIAS DO CÁRCERE, COMO ERA GOSTOSO O MEU FRANCÊS, ENTRE OUTROS TÍTULOS.

 

 

NELSON PEREIRA DOS SANTOS É HOMENAGEADO

 

 

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O cineasta recebeu o troféu Candango por sua contribuição ao cinema brasileiro. A homenagem é o reconhecimento do Governo do Distrito Federal, da direção do 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de intelectuais e da classe cinematográfica ao cineasta, que, ao longo dos seus 80 anos de vida e 58 anos de carreira, tirou o povo brasileiro da condição de espectador e o colocou na de personagem nas telas do cinema mundial.

 

 

SUA TRAJETÓRIA

Cineclubista em São Paulo, onde nasceu em 1928, Nelson Pereira dos Santos entrou para o cinema como assistente de direção de Rodolfo Nanni, em O Saci (1951-1953).

- Já no Rio, para onde se mudara em 1953, trabalhou como assistente de Alex Viany, em Agulha no Palheiro, e Paulo Wanderley, em Balança Mas Não Cai, cujas filmagens concluiu.

- Rio 40º, seu primeiro longa, realizado entre 1954 e 1955, era uma crônica da cidade, narrada em clave neo-realista, que marcou toda a geração que mais tarde deslancharia o movimento Cinema Novo.

- Faria parte de uma trilogia que afinal se esgotou com o segundo filme do cineasta, Rio Zona Norte, rodado em 1957.

- Entre 1957 e 1960, trabalhou como jornalista e tentou produzir uma versão do romance de Graciliano Ramos, Vidas Secas, afinal frustrada por uma enchente e outros contratempos. Para aproveitar a viagem e em condições as mais precárias, improvisou no interior baiano um bangue-bangue sertanejo, Mandacaru Vermelho (1960), co-estrelado por ele próprio.

- Vidas Secas só chegaria às telas três anos mais tarde, antecedido de uma adaptação de Nelson Rodrigues, O Boca de Ouro (1962).

- Com El Justicero (1967), trocou o subúrbio do Rio e a caatinga nordestina pelas frivolidades da zona sul carioca.

- Ainda eram burgueses os personagens do filme seguinte, Fome de Amor (1968), só que vistos por ótica bem diversa, mais crítica e moderna.

- Adaptações literárias - de Machado de Assis (Azyllo Muito Louco, 1969), Jorge Amado (Tenda dos Milagres, 1977, e Jubiabá, 1986), Graciliano Ramos (Memórias do Cárcere, 1983) e Guimarães Rosa (A Terceira Margem do Rio, 1993) - complementam sua obra, marcada, ainda, por uma aventura cômico-antropofágica ambientada no Brasil quinhentista (Como Era Gostoso o Meu Francês, 1970) e por uma volta ao ambiente popular suburbano (O Amuleto de Ogum, 1974).

- Nelson Pereira dos Santos ganhou prêmios em festivais nacionais e internacionais (Cannes, Havana, Polônia). Em reconhecimento ao seu trabalho, já foram organizadas mostras e retrospectivas em países como França, Itália, Canadá, EUA e Japão, entre outros.

- Foi o 1º diretor eleito para a Academia Brasileira de Letras.

- Integrou o júri do Festival de Veneza de 1986 e 1993.

Fonte: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/personalidades/nelson-pereira-dos-santos/nelson-pereira-dos-santos.asp

 

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