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LIVRO SOBRE ROBERTO CARLOS

O desembargador Jorge Luiz Habib, da 18ª Vara Cível do Rio, pediu vista, nesta terça-feira, no processo em que Paulo César Araújo solicita que a biografia não-autorizada de Roberto Carlos volte às livrarias. Em uma semana, a decisão deverá ser tomada. O jornalista e autor de “Roberto Carlos em detalhes” luta sozinho na Justiça para que a obra possa ser comercializada.

Luiz Habib pediu mais tempo para analisar os autos. “Ele não estava seguro do voto. Isso foi bom porque os outros [desembargadores] terão mais tempo para pensar também, o que mostra que o assunto é complexo e polêmico”, disse Araújo, em entrevista ao Comunique-se.

Paulo Cesar diz estar otimista porque “a cada dia que passa se torna insustentável a proibição do livro, principalmente pela forma como foi proibido. Só posso continuar como estou, com absoluta certeza de que mais cedo ou mais tarde o livro volta. Acho a luta do Roberto desnecessária, não sei porque ele ainda insiste nisso”.

Leia o artigo em Biografia de Roberto Carlos: decisão sai em uma semana

DECISÃO QUE PROÍBE CIRCULAÇÃO DE LIVRO SOBRE ROBERTO CARLOS AFETA MERCADO EDITORIAL

Tiago Cordeiro

Dias depois de o cantor Roberto Carlos conseguir impedir a venda do livro “Roberto Carlos em Detalhes”, do jornalista e historiador Paulo César Araújo, o debate não era mais se a atitude do artista era ou não correta, mas sim o precedente perigoso que havia sido criado. Como conseqüência, o mercado editorial passa a se preocupar por antecipação e exercer sua própria censura, com medo de eventuais processos. Esta semana, o jornalista Tom Cardoso soube que não conseguiria publicar a biografia do bispo Edir Macedo. Ele ainda aguarda uma resposta do ministro Gilberto Gil sobre um livro a respeito do cantor e compositor.

Leia a matéria em Decisão que proíbe circulação de livro sobre Roberto Carlos afeta mercado editorial

 

   FLIP: BIÓGRAFOS DEFENDEM LIBERDADE DE EXPRESSÃO

                Marcelo Tavela - enviado especial a Paraty (RJ)

 

Roberto Carlos tem problemas com biografias. E isso não ficou evidente somente nos últimos meses. Em 1983, o cantor processou Ruy Castro por um perfil publicado na revista Status, alegando que sua vida pessoal fora exposta. Castro ganhou na primeira instância, mas perdeu nas outras duas. “Perdi de 2x1, um resultado justo dado todo o arsenal jurídico dele”, comentou o jornalista.

Castro se juntou a outro biógrafo processado pelo cantor, Paulo César Araújo, e a Fernando Morais, que também já teve problemas na justiça ("Na toca dos leões" chegou a ser proibido de ser vendido, mas a Justiça voltou atrás), na mesa “A vida como ela foi”, que, na manhã de sexta-feira (07/07) discutiu biografias e liberdade de expressão na V Festa Literária de Paraty, a Flip. A conversa correu com muitas tiradas dos participantes – e diversas alfinetadas na atitude (e na produção artística) do cantor.

Ao lado das piadas e dos casos contados, duas decisões importantes foram anunciadas: Araújo já está tentando reverter na justiça o acordo feito entre a Editora Planeta e Roberto Carlos para que o livro fosse recolhido. “Vou até o fim. Posso ficar miserável, mas vou lutar pelo meu livro”. E, acolhendo uma sugestão da platéia, a Flip fará um abaixo-assinado para que a legislação que dá respaldo a ações como a de Roberto Carlos seja revista. “O Artigo 5 da Constituição, que garante a liberdade de expressão, não pode entrar em contradição com o 220, do direito de imagem. O problema é encaminhar uma petição dessa para esse Congresso que está aí’, frisou Morais.

 

 

LAFER QUER O MAGO LONGE DAS LIVRARIAS


Primeira voz de peso a levantar-se de forma mais enfática contra a proibição, dois anos atrás, da biografia do cantor e compositor Roberto Carlos, agora o próprio Paulo Coelho se vê, de certa forma, encrencado com a lei. Pelo menos, de certa forma.

 

A Planeta (mesma editora que fez o acordo com os advogados do artista e tirou o livro Roberto Carlos em Detalhes de circulação para evitar um processo judicial) acaba de ser condenada a pagar uma multa de R$ 50 mil por causa de uma passagem do livro O Mago, biografia de Coelho escrita por Fernando Morais.


O autor da ação foi o ex-ministro Celso Lafer, que se sentiu ofendido por uma passagem em que foi dito que ele teria cabalado votos contra Paulo Coelho numa eleição da Academia Brasileira de Letras. Lafer, que foi ministro de Relações Exteriores de FHC, não gostou. E pediu que o livro fosse recolhido das livrarias. Mas isso o juiz não topou.   

FONTE: Galeno Amorim (www.blogdogaleno.com.br) é jornalista e escritor.

 

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