vidaememoria

 

HOMENAGENS:

VIVA VILLA LOBOS

 

A maior expo feita sobre o Maestro Heitor  Villa Lobos e a oportunidade de assistir filmes sentado em um trem caipira que sai do sertão brasileiro em direção a Nova Iorque passando pelo Rio do inicio do século passado, Paris dos anos 20 30, o período Vargas, e pela floresta amazonica. Não Percam a exposição Viva Villa.

 

VIVA VILLA

Arquivo Nacional

Praça da República, 173 – Centro

De 12 de outubro a 5 de novembro –

Seg a sexta das 9 às 18 horas e sábado de 10 às 16 horas

Tel: (21) 2179-1273

 

 

FERNANDA MONTENEGRO EM  NOVO LIVRO

DA COLEÇÃO APLAUSO

 

livro-Fernanda-Montenegro

 

O perfil de Fernanda Montenegro, que completa 80 anos no dia 16 de outubro, integra a Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 

Sobre Fernanda Montenegro, há um universo a dizer. Segundo Neusa Barbosa, autora de “Fernanda Montenegro – A Defesa do Mistério”, muita coisa é ou já foi dita sobre a grande atriz em jornais, revistas, rádios e televisão. O depoimento para este volume da Coleção Aplauso, construído por “uma memória impecável, lucidez constante, ética profissional que a leva sempre a compartilhar as próprias conquistas com os colegas e um inatacável orgulho profissional”, traça um perfil da atriz por meio da expressiva densidade poética de sua voz.

 

Os números que a envolvem são expressivos: quase 60 anos de teatro e TV, mais de 200 teleteatros, 56 peças, 20 novelas e 16 filmes.  A carreira começou aos poucos: primeiro um curso de radialistas na Rádio do Ministério da Educação e Cultura, em 1945. Dois meses depois, a admissão na rádio e o trabalho como locutora, apresentando uma programação musical e a literatura brasileira. Em 1950, foi para a televisão fazer um esquete e foi contratada por dois anos – criou-se na TV Tupi do Rio de Janeiro ciclos de teatro brasileiro e universal. “Juntando rádio e TV, fui me entrosando na literatura dramática e aprendendo meu ofício. Por onde a vida foi me levando, eu fui me formando”, conta.

 

No teatro, apresentou-se aos 8 anos em um dramalhão chamado Os Dois Sargentos, apresentado na paróquia que frequentava no subúrbio do Rio. Depois, aos 16, preencheu um personagem de menos importância na peça Natacha que colegas da faculdade de Direito estavam montando. A TV foi, aos poucos, dando tempo para sua família se acostumar com sua profissão de atriz.

 

Depois de mais algumas peças ainda no Rio de Janeiro, Fernanda juntou-se aos Artistas Unidos, com Madame Henriette Morineau – “uma grande mestra” – e em 54 chegou a São Paulo, onde ficou até 1959, vivendo a grande estrutura teatral da capital paulista, impulsionada pelo Teatro Brasileiro de Comédia. “A vida teatral em São Paulo fervilhava”, revela.

 

Fernanda prossegue sua narrativa detendo-se nos anos iniciais da carreira e na relação com as companhias de teatro. Fala também dos anos turbulentos da ditadura militar, com repressão e ameaças de atentados, e as questões financeiras para produção dos espetáculos.

 

Ela dedica ainda especial atenção à sua carreira no cinema. Confessa nunca ter se interessado por fazer filmes, mas ainda assim ter participado de algumas produções, como A Falecida, Pecado Mortal, Eles Não Usam Black Tie, O Que é Isso, Companheiro?. “Aí veio Central do Brasil”, diz.

 

“Central do Brasil foi uma experiência única na minha vida”. Fernanda fala da recepção ao filme, das viagens para divulgação e premiação. Entre elas, o Oscar, para o qual foi indicada como Melhor Atriz – “Uma coisa que eu não sou é alienada, portanto, eu sabia que não ganharia nada. Imagina. Eu estar ali já era um fenômeno” –, e, mais importante que essa, o Festival de Berlim.

 

O cinema, uma guinada inesperada e importante em sua vida, ganha espaço para reflexão, junto com pensamentos a respeito dos processos de trabalho em outros meios. Ao fim e ao cabo, Fernanda levanta pontos importantes de discussão sobre a arte no Brasil hoje, ancorada em sua vasta experiência na TV e nos palcos. Considera ter “uma experiência de vida interessante”, mas diz que “nunca pensei em escrever uma autobiografia. Porque é como nas entrevistas: se me perguntam, eu falo, do contrário, me calo”.

 

 

SANTOS-DUMONT, DE PRÓPRIO PUNHO

 

O projeto cultural "Santos-Dumont, de próprio punho" está na cidade paulista de Dumont, no interior de São Paulo, trazendo as novas edições dos livros autobiográficos do inventor : "Dans L'Air - No Ar" (1904) e "O Que Eu Vi - O Que Nós Veremos" (1918). Em seu livro "Dans L'Air - No Ar", Alberto recordou que as suas primeiras "aulas de mecânica" foram na usina de beneficiamento, nos locomóveis e locomotivas da plantação. "Lá vivi os dias mais felizes da minha vida", resumia o aviador.

 

Desde o dia 19 de outubro até o dia 20 de dezembro, também estará em exposição no Museu Histórico Santos-Dumont, localizado na Praça Josefina Negri, 21, no centro da cidade a mostra "Santos-Dumont, de próprio punho".

 

Além das centenas de fotos, vídeos, músicas, cartas, documentos, livros, jornais de época e caricaturas referentes ao aviador, está uma escrivaninha que pertenceu ao inventor, uma das locomotivas a vapor Baldwin que ele dirigia, o tronco do pinheiro plantado em 1891, uma tela do pintor belga George Wambach retratando o famoso contorno da Torre Eiffel com o dirigível n° 6, uma réplica do escrínio que preserva o coração do aviador no Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro.

 

Mas, o grande destaque da exposição é uma maquete do avião 14-Bis em forma de ilha multimídia. Equipada com projetor, nove monitores LCD, controles remotos e fones de ouvido, oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer, de forma interativa, vários aspectos da vida de Santos-Dumont.

 

SUA HISTÓRIA

Nascido em Palmira (MG), atual cidade de Santos-Dumont, o inventor brasileiro passou parte da infância e adolescência na Fazenda Arindeúva, que chegou a ser a maior plantação de café do mundo e deu origem à cidade de Dumont.

 

SERVIÇO:

No museu, a visitação gratuita poderá ser feita até 20 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 13 às 16 horas. Informações: (16) 3944-1311.

Os visitantes poderão adquirir, em conjunto, as reedições das autobiografias pelo valor de R$ 35,00 e toda a renda obtida com a venda dos livros será aplicada em melhorias e ampliação do acervo.

 

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

(9 de janeiro de 1920, Recife9 de outubro de 1999, Rio)


Joao-Cabral


...E não há melhor resposta"
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina)

 

João Cabral de Mello Neto foi um poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil.

 

Membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras, foi agraciado com vários prêmios literários. Quando morreu, em 1999, especulava-se que era um forte candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.

 

 

ROBERTO MARINHO É O PRÓXIMO PERSONAGEM

DA SÉRIE "GRANDES BRASILEIROS"


O projeto “Grandes Brasileiros” já tem seu novo personagem: Roberto Marinho. Com roteiro de Marcel Souto Maior, a história do empresário, cujo nome é sinônimo de desenvolvimento e consolidação dos meios de comunicação no país, será contada no próximo volume da série de DVDs da FBL Criação e Produção, com lançamento previsto para abril de 2010 quando a TV Globo completará 46 anos.


Rozane Braga, sócia da produtora, diz que o documentário contará com depoimentos de Ronaldo Costa Couto, Jorge Abid, Boni, Lili Marinho, Alberto Dines, Daniel Filho, Armando Nogueira entre outros.


Idealizada pelo jornalista Fernando Barbosa Lima, que morreu ano passado, a série “Grandes Brasileiros” é distribuída gratuitamente em bibliotecas, escolas, universidades, ONGs e centros de pesquisa. Darcy Ribeiro, Ziraldo, Sérgio Cabral,Tancredo Neves e Barbosa Lima Sobrinho foram alguns dos nomes já homenageados.

 

LONGA SOBRE A VIDA DE GREGÓRIO BEZERRA

 

 0 Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, serviu de cenário para as filmagens das primeiras cenas do longa metragem “História de um Valente”, de Cláudio Barroso, baseado na vida do líder comunista Gregório Bezerra.

 

Quem vive o personagem é o ator piauiense Francisco Carvalho, que tem grande semelhança com o líder comunista falecido em 1983, aos 83 anos.

  

Orçado em R$ 4 milhões, o filme de Cláudio Barroso será ambientando nas décadas de 50 e 60. O longa vai contar com reconstituições em locações do Recife e do interior pernambucano. Serão reconstituídos, por exemplo, lugares como a Praça de Casa Forte (local onde Gregório Bezerra foi publicamente torturado), pontos do bairro de Jardim São Paulo (onde o comunista morou) e ainda na Zona da Mata Sul de Pernambuco. “Eu quero desenvolver o filme num tom de suspense político-policial, mas não vou esquecer o lado humano de Gregório”, afirma o cineasta. Para o produtor do filme, Germano Coelho, o orçamento está bem acima dos padrões dos longas pernambucanos, mas boa parte do dinheiro será consumido com a reconstituição da época.

 

SUA HISTÓRIA

Gregório Lourenço Bezerra ((1900-1983), nascido na cidade de Panelas, interior de Pernambuco, perdeu os pais ainda criança e veio para o Recife para trabalhar como carregador de bagagens na Estação Central, jornaleiro e ajudante de obras. Foi analfabeto até os 25 anos. Começou a se interessar pela política ainda jovem. Participou de manifestações em apoio à Revolução Bolchevique e das primeiras ondas de greve geral por direitos trabalhistas no Brasil. Fez parte do Partido Comunista do Brasil (PCB), do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e foi o deputado federal mais votado em Pernambuco na época da Constituinte.

 

De seus 83 anos, 23 foram passados na cadeia, nove na clandestinidade e nove no exílio . Gregório foi um dos 14 presos políticos trocados pelo então embaixador norte-americano no Brasil Charles Burke Elbrick.

 

 

RESGATANDO A REVISTA DO RÁDIO

 

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Alunos do professor PC Guimarães da FACHA Méier (Rio de Janeiro) realizam um trabalho de pesquisa que visa a resgatar a memória da Revista do Rádio, publicação criada em 1948 pelo jornalista Anselmo Domingos, que se destacou por dedicar-se a informações sobre o meio radiofônico de maneira diferenciada das revistas então em circulação.

 


No blogdarevistadoradio.blogspot.com , o internauta poderá conhecer as principais personagens que figuraram nas páginas da revista e descobrir histórias e “mexericos” daquela que ficou conhecida como a Era de ouro do rádio brasileiro.

 

Além disso, o Blog pretende expor a importância da Revista do Rádio como documento da evolução e das transformações do rádio como veículo de comunicação de massa bem como de um momento significativo da formação da classe artística e da própria sociedade brasileira.


O Blog da Revista do Rádio também propõe dar voz a personagens anônimos que testemunharam os anos de sucesso e declínio da revista e àqueles que contribuem para a preservação da memória da publicação.

 

A equipe está aberta a contribuições em busca de fazer do Blog uma referência tanto para estudantes e profissionais de comunicação como para os demais interessados no tema.

 

 

NINGUÉM FAZ SUCESSO SOZINHO

 

Tuta

 

Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, atual presidente da rádio Jovem Pan, lançou o livro “Ninguém faz sucesso sozinho”. A biografia é assinada pelo jornalista José Nêumanne Pinto e narra a trajetória dos 60 anos de carreira de Tuta, no rádio e na TV.

 

Criador de programas históricos na TV Brasileira – como Hebe, Família Trapo – Tuta promoveu grandes transformações no mundo da comunicação, bem como a criação da Jovem Pan com um novo modelo de rádio e jornalismo.

 

                         MEMORIAL CASA JOÃO GOULART

 

Foi inaugurado o Memorial Casa João Goulart, em São Borja. Patrocinado pela AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia e financiado pela Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC), através do sistema Lei de Incentivo à Cultura (LIC), o projeto promoveu a restauração da casa que pertenceu à família Goulart em São Borja.

 

O imóvel foi construído em 1927, tombado como patrimônio histórico pela SEDAC em 1994 e, posteriormente, doado pela família de Jango à Prefeitura de São Borja. As obras de restauro iniciaram em junho de 2008 e foram concluídas em julho deste ano.

 

O memorial conta com quatro salas que retratam diferentes aspectos da vida de João Goulart, três salas com reconstituição de ambientes através de mobiliário original e pinturas decorativas descobertas durante o processo de restauro e uma sala de vídeo.

 

Os espaços expositivos reúnem painéis com textos e imagens e vitrines de documento s e objetos relacionados à vida do ex-presidente. O acervo exposto resulta de doação ou cedência de familiares, amigos, conterrâneos, admiradores do ex-presidente e do Instituto João Goulart.

        

O memorial é situado na Avenida Presidente Vargas, onde também está localizada a casa do ex-presidente Getúlio Vargas, compondo o chamado Corredor Cultural de São Borja, que atualmente recebe cerca de 10 mil turistas por ano.

 

 

MUSEU DA FAMÍLIA WALT DISNEY

 

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O produtor cinematográfico e desenhista americano Walt Disney (1901-1966) está sendo homenageado com um museu biográfico de alta tecnologia nos EUA. Trata-se do Museu da Família Walt Disney, um empreendimento de US$ 110 milhões e nove mil metros quadrados.

O museu dedicado a Walt Disney ocupa um conjunto de prédios que pertenceram a uma base militar do Exército americano construída em 1890, numa região chamada Presidio, em Napa Valley, em São Francisco (Califórnia). Próximo a esse local já funciona a Fundação Walt Disney, que destinou boa parte de seu acervo ao Museu.

O museu possui dez galerias permanentes organizadas em ordem cronológica que exibem o passo a passo do artista e empreendedor Walt Disney juntamente com a evolução tecnológica dos seus estúdios ao longo de seis décadas. Todas as galerias contam também com monitores de vídeo em que são exibidas entrevistas, conversas familiares e situações cotidianas da vida doméstica de Walt Disney.

Uma praça foi construída para interligar todos os edifícios e as amplas dez galerias temáticas que compõem o espaço de nove mil metros quadrados. O projeto é do arquiteto americano David Rockwell.

Visionário, ele foi pioneiro na criação de parques de diversão temáticos.  Existe uma maquete da Disneylândia, o único parque do qual ele participou ativamente, do primeiro projeto até sua realização e inauguração, em 1955, entre as atrações do museu. Já o complexo da Disneyworld, em Orlando, na Flórida, foi aberto em 1971, cinco anos após sua morte (e o Epcot Center, em 1982

 

 

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