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FESTA MARCA
60 ANOS DE CARREIRA DE CAUBY

 

cauby-peixotoFoi bela e emocionante a homenagem prestada a Cauby Peixoto no dia 28 de agosto, no Bar do Nelson, casa de Lilian Gonçalves em São Paulo. Cauby, que comemorou os 60 anos de sua carreira, foi muitas vezes aplaudido pelo publico que lotou a casa.
Um dos momentos marcantes da noite foi quando Cauby, no meio da interpretação da antológica “Conceição”, convocou o showman Stênio Mello para participar. Stênio imitou a voz e os gestos do cantor, que elogiou muito a performance do colega.

Destaque também para a presença da sobrinha de Cauby, Adriana Peixoto que cantou “Retalhos de Cetim”, de Benito di Paula. Chamado no meio do público, Emílio Santiago subiu ao pequeno palco do bar e cantou “Eu Sei que Vou te Amar” (de Tom Jobim e Vinícius de Moraes) para Cauby, levando a platéia ao delírio. Cauby pediu o microfone e cantou junto parte da canção.

 Dias antes do show, Cauby concedeu foi entrevistado por Airton Gontow, diretor de redação da Gontof Comunicação.
 

- Qual é o início de sua trajetória?

Comecei a cantar aos 16 anos de idade, escondido, na boate “Oásis”, na rua 7 de abril, em São Paulo. Eu já cantava antes. Mas considero que foi lá a minha estréia profissional, embora eu cantasse poucas músicas. Em 49 fiz minha primeira apresentação na rádio. E em 51 lancei meu primeiro disco, pela Som, com o samba “Saia Branca”, de Geraldo Medeiros, para o Carnaval. E mais tarde voltei a cantar na Oásis, já oficialmente, maior de idade, em shows de verdade.

- Você e Nelson Gonçalves foram amigos?

Muito amigos, apesar de nossos temperamentos diferentes. Ele era um artista notável e um homem simples, que gostava do sucesso dos outros e não tinha qualquer inveja. Na época, muitas pessoas tiveram inveja de mim, porque surgi de uma maneira arrasadora. Cheguei a segurar a minha voz em três milhões de cruzeiros. Como disse, o Nelson não tinha inveja alguma. Isso devido a seu caráter, mas, também, porque talvez tenha sido o maior cantor do Brasil. Tinha um grave importantíssimo para uma voz.

-Há alguma passagem especial sobre a vida de Nelson que você recorda?

Sim, há uma história divertida. Sempre que diziam para o Nelson que alguém tinha a voz igual a dele, ele aceitava conhecer o cantor. Aí Nelson pedia para que cantasse ‘Maria Bethânia’. E na hora do grave, o cantor denunciava que não tinha a voz do Nelson....

-Tem aquela história engraçada lá no Mercadão, que você
contou para mim sobre a velhinha que não reconheceu você!

(rs) Como é que você lembra disso!? É verdade. A velhinha veio em minha direção, parou-me e disse: “alguém já disse que o senhor é a cara do Cauby Peixoto?” Ao que falei: “Eu sou o Cauby Peixoto!”. E ela respondeu: “imagina, o Cauby não andaria aqui, no meio de todos nós, em pleno Mercadão!”. E foi embora, deixando-me parado no meio do Mercado Municipal....(rs)

- O que você sente ao pensar nos 60 anos de carreira?

Sinto orgulho! Orgulho da minha trajetória, de saber que sempre gostei de cantar, que nunca abandonei o microfone e que vivo feliz, porque me encontrei nesta carreira maravilhosa que tenho.

- Tem algo do que você se arrepende, Cauby?

Não, acho que não. Ou melhor. Um dos arrependimentos: acho que eu deveria ter cantado mais a Dolores.

Crédito das fotos: Gontof Comunicação


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