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HOMENAGEM A MONTEIRO LOBATO

 

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Monteiro Lobato foi o precursor da literatura infanto-juvenil brasileira e ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo e divertido de sua obra.

 

A maioria de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, que ficava no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia, além da boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, o rinoceronte Quindim, entre outros.

 

Nascido em 18 de abril  de 1882, em Taubaté, SP, José Bento Renato Monteiro Lobato  viveu comprometido com as grandes causas de seu tempo. O criador do Jeca Tatu engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio-ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais.

 

Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época, um painel socioeconômico, político e cultural do período.

 

Dono de estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia, utilizava uma

linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Lobato revelou o mundo rural, então ignorado pelos escritores de gabinete que ele tanto criticava.

 

 

O GRANDE NELSON GONÇALVES

 

 

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No dia 18 de abril fez 11 anos sem Nelson Gonçalves – até hoje, depois de Roberto Carlos, o cantor que mais vendeu discos: 78 milhões de cópias.

 

Cantor e compositor, foi também jornaleiro, mecânico, polidor, tamanqueiro, engraxate, garçom e boxeador.

 

Seu nome verdadeiro era Tonico e tinha dois apelidos. Na escola era chamado de “Carusinho”, por sua voz excepcional. Como gaguejava, passou a ser também chamado de “Metralha”, já que falava cuspindo as palavras. Mesmo com a disfunção fonética, decidiu ser cantor. 

 

Mais tarde, decide buscar sua carreira no Rio de Janeiro, em 1939. Faz vários testes e é reprovado em todos.

 

Dois anos depois,  consegue finalmente gravar seu disco de estréia, um 78 RPM contendo o samba "Sinto-Me Bem", de Ataulfo Alves. Com a boa recepção do público é contratado pela gravadora RCA Victor, da qual jamais sairia, e pela rádio Mayrink Veiga, levado pelo cantor Carlos Galhardo.

  

A voz de Nelson torna-se rapidamente conhecida. Logo é eleito o "Rei do Rádio", em concurso de popularidade promovido pela "Revista do Rádio". Sua vida melhora consideravelmente em 43, quando ele consegue um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palace Hotel.

 

Nelson Gonçalves faz grande sucesso nas décadas de 40 e 50. Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram "Maria Bethânia" (Capiba), "Normalista" (Benedito Lacerda/ Davi Nasser) "Caminhemos" (Herivelto Martins) e "Renúncia" (Roberto Martins/Mário Rossi).

 

Em 52, conhece aquele que seria seu melhor parceiro e grande amigo: Adelino Moreira, um dos maiores letristas e compositores do gênero samba-canção, que compôs para Nelson mais de 370 músicas, como “Fica comigo esta noite” "A volta do boêmio", "Deusa do asfalto",  Êxtase" e "Escultura".

 

Grande ídolo, faz shows em todo o País. Viveu a glória de ser coroado Rei do Rádio e ao mesmo tempo, no auge do sucesso, se envolveu com drogas e chegou a ser preso. Cai no ostracismo.

 

Apesar da vida atribulada, Nelson Gonçalves se dedicou durante mais de 50 anos à sua grande paixão: a música. Durante sua carreira, gravou mais de 2.000 canções, 183 discos em 78 rpm, 128 LPs e 300 compactos. Ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina. Também foi agraciado pela RCA com o Prêmio Nipper, recebido apenas por ele e por Elvis Presley. Por seu último disco, "Ainda é Cedo" (1997), Nelson iria receber o disco de ouro. 

 

Nelson Gonçalves morreu em 18 de abril de 1998. Durante os anos que precederam sua morte, se definia como o "último dos moicanos", referindo-se ao seu estilo de cantar, que empregava o vozeirão, do qual dizia nunca ter cuidado, citando como exemplo o fato de ter fumado durante 60 anos, até 1995.

 

 

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