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A OBRA E O ESPÍRITO DE BURLE MARX

 

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Roberto Burle Marx ( 1909 – 1994) foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente e responsável por projetos que são considerados ícones da cidade do Rio de Janeiro, como o calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana, o Aterro do Flamengo (em parceria com Affonso Reidy), o alargamento da Avenida Atlântica com as ondas do calçadão de Copacabana, assim como o projeto paisagístico da Lagoa Rodrigo de Freitas, os jardins do Palácio Gustavo Capanema, sede do MEC, da Petrobrás, entre inúmeras outras.   

   

Ele foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias. Enfim, um artista completo.

 

Paulista de nascimento, morou em Recife e no Rio. Foi a mãe, quem despertou nele o amor pela música e pelas plantas.  Mas, foi quando estudou pintura na Alemanha, freqüentando o Jardim Botânico de Berlim, que descobriu a beleza das plantas tropicais. Quando voltou para o Brasil, tratou de incluir espécies da flora brasileira, até então sem muito prestígio, em seus projetos de paisagismo.

As cores da natureza também inspiraram pinturas, em telas e tecidos. Os esboços de Burle Marx se transformavam em arte de vários tipos – até mesmo em tapeçarias.

Para comemorar seu centenário no ano que vem foi inaugurada a mega-exposição “Roberto Burle Marx 100 anos- A permanência do instável”, no Paço Imperial, no Centro do Rio. Na exposição há uma tapeçaria de 28 metros de comprimento e 3,5 metros de altura que está sendo exposta ao público pela primeira vez. Uma fábrica de tapetes executou o projeto com todas as tramas e texturas indicadas pelo artista. O próprio Paço Imperial recebeu um jardim novo, projeto original de Roberto Burle Marx que nunca havia sido executado.

 

A iniciativa é uma realização da Fundação Roberto Marinho, do Paço e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A exposição vai reunir 335 trabalhos do artista, entre pinturas, desenhos, gravuras, painéis, jóias, além de projetos paisagísticos, maquetes e fotografias. O evento vai exibir também o retrato de Burle Max pintado por Guignard, além da reprodução da espécie Heliconea burle-marxii, assinada por Margaret Mee.

 

Segundo Lauro Cavalcanti, arquiteto e curador da exposição é uma lástima que o pintor não seja tão conhecido quanto o paisagista. Boa parte deste material nunca foi visto pelo público. “E as obras dele são muito lúdicas”, complementa.

 

Essa combinação de plantas e formas marca esta exposição em homenagem a um dos maiores paisagistas do século 20. Imperdível!

 

 

Paço Imperial fica na Praça Quinze de Novembro, 48, Centro. A exposição acontece de terça a domingo, de meio-dia às 18h. Tel: (021) 2533.4407 ou (021) 2533.4359. A mostra vai até o dia 22 de março.

 

 

 

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