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FLORA BRASILIENSIS

flora

A Flora brasiliensis foi produzida entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp Von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países. Contém tratamentos taxonômicos de 22.767 espécies, a maioria de angiospermas brasileiras, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, com um total de 10367 páginas.

Em São Paulo, no mês passado, foram mostrados 28 painéis com reproduções das gravuras originais da obra Flora Brasiliensis, que retratam paisagens e domínios vegetais brasileiros. Como por exemplo, a Floresta Primitiva da Serra dos Órgãos e Floresta do Morro do Corcovado, ambas situadas na então província do Rio de Janeiro; as paisagens da Mata Atlântica, da Floresta Amazônica (Caa-ygapó), o domínio da Caatinga e do Cerrado, e ainda as árvores “que nasceram antes de Cristo” às margens do rio Amazonas.

O tema da mostra era a diversidade da flora nativa, narrando o percurso da expedição e a posterior importância da obra do alemão Von Martius, que era médico, botânico e antropólogo, considerado um dos mais importantes pesquisadores que estudaram o Brasil, mais propriamente a região amazônica.

Ele veio ao Brasil como integrante da comitiva da grã-duquesa austríaca, Maria Leopoldina, que iria se casar com Dom Pedro I.

Von Martius passou três anos de sua vida no Brasil (entre 1817 e 1820), acompanhado do zoólogo alemão Johann Baptist von Spix (1781-1826), em expedições especialmente na região norte do país.

Durante esse período, Von Martius e Von Spix percorreram as então províncias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Pará e Amazonas. Os trajetos foram percorridos, na maior parte das vezes, em lombos de burros ou em canoas, com auxílio de tropeiros e guias nativos.

As informações e dados recolhidos nestas pesquisas foi fundamental para sua obra: ele dedicou-se, nos 40 anos subseqüentes a sua passagem pelo Brasil, à sistematização de seus estudos sobre botânica, como a monumental obra enciclopédica Flora Brasiliensis.

Em 1820, apesar das dificuldades à época, os expedicionários conseguiram levar até Munique, Alemanha, espécimes conservadas de 90 mamíferos, 350 pássaros, 130 anfíbios, 120 peixes, 2.700 insetos e 6.500 plantas.

A catalogação deste material aqui recolhido, resultou na obra Reise in Brasilien (Viagem pelo Brasil), concluída em 1831, além de contribuir para a constituição da obra Flora Brasiliensis.

SUA OBRA

A obra Flora Brasiliensis foi editada com auxílio de outros 75 botânicos e normalmente é publicada em 40 volumes, com cerca de 20.733 páginas e 3.811 ilustrações sobre a flora brasileira.

Contudo, a produção do cientista não se restringe à botânica. Carl Friedrich Philipp von Martius (Erlangen, 17 de abril de 1794 – Munique, 13 de dezembro de 1868) é referência obrigatória em estudos acadêmicos sobre o século XIX, que envolvem etnologia, folclore brasileiro e estudos das línguas indígenas ou mesmo sobre metodologia histórica corrente à época – como suas obras Contribuição para a etnografia e lingüística da América, especialmente do Brasil (1867), Glossário das línguas brasileiras (1863) e Como se deve escrever a história do Brasil (1982).

 

MEMÓRIA SOCIAL – UMA METODOLOGIA QUE CONTA HISTÓRIAS DE VIDA E O DESENVOLVIMENTO LOCAL


O Senac São Paulo e o Museu da Pessoa lançram o livro "Memória Social – Uma todologia que Conta Histórias de Vida e o Desenvolvimento Local". A publicação, que será distribuída gratuitamente, é o resultado do Projeto Memória Social que capacitou 20
lideranças das Redes Sociais, fomentadas pelo Senac São Paulo, em dez diferentes ocalidades paulistas.

A iniciativa tem como objetivo ajudar as comunidades a preservarem a
sua história e a se conectarem a outros universos.

Maiores informações pelo telefone (11) 2189-2100 ou pelo e-mail consolacao@sp.senac.br .

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