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TESTEMUNHA DA HISTÓRIA
MARIA DE FÁTIMA MALHEIROS

 

convento


Marco religioso e político do Rio de Janeiro, o Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca, viu a cidade crescer a seus pés. São 393 anos apaixonando pesquisadores e aumentando o número de devotos.

 

- Quanto maior a crise, maior é a procura por Santo Antônio - diz Frei Luís Sassi. Segundo o religioso, a cada ano cresce o número de pessoas que vão no dia 13 de junho pedir bênçãos. Este ano foram perto de 100 mil devotos.

 

Para Eduardo Ferreira de Alvarenga Filho, de 65 anos, devoto e frequentador da festa há mais de 50 anos, Santo Antônio não falha.

 

- Minha mãe queria que eu fosse padre. Troquei a batina pela música - resume Edu do Cavaco, para quem o santo é seu amigo íntimo.

 

Apaixonada pelo Rio Antigo, a professora Alette Maia Nogueira afirma que o convento e a história da cidade se confundem. - Em 1710, quando os franceses invadiram o Rio, parte da população se refugiou no convento - conta.

 

O frei Luís recorda que, após essa invasão, moradores fizeram a promessa de manter na parte externa da igreja, onde se encontra o chamado Santo Antônio do relento, uma luz continuamente acesa. - Da participação do convento em momentos políticos do país podemos destacar o Dia do Fico. O autor da carta, assinada por D. Pedro I, foi o Frei Francisco Sampaio.

 

Considerado o mais popular entre todos os santos do mundo luso-brasileiro, em torno de sua figura há diversas lendas que explicam a fama de casamenteiro. A mais aceita é a de que na região onde Santo Antônio vivia, nobre só se casava com nobre. - Como Santo Antônio lutou para mudar essa mentalidade da época, pois o amor não tem classe social, a fama espalhou-se - revela Frei Luís.

 

Para os devotos ou para quem deseja arranjar casamento, reza a tradição que basta fazer no dia 13 uma simpatia. Amarrar, colocar no fundo do armário ou até retirar o menino dos braços da imagem não falha. Mas a grande pedida é sempre renovar e não esquecer de agradecer caso consiga um amor.

 

A jornalista Maria de Fátima Malheiros trabalha na Unati/Uerj com pessoas da Terceira Idade.

 

SANTO ANTONIO

 

   

St-AntonioSanto Antônio de Pádua (1195-1231) era monge franciscano português, nascido com o nome de Fernando Bulhões. Em 1220, viajou para o Marrocos, na tentativa de converter os infiéis muçulmanos . Ao voltar da África, foi morar na Itália onde, por indicação de São Francisco de Assis, ocupou a cátedra de Teologia nas universidades de Bolonha, Montpellier, Toulouse, Puy-en-Velay e Pádua. Em 1227, ocupou cargo de provincial da Ordem, ao qual renunciou para dedicar-se à pregação. Seus sermões - reunidos e publicados entre 1895 e 1913 - atraíam multidões e, mesmo em vida, a ele se atribuíam diversos milagres. Foi canonizado, pelo papa Gregório IX, apenas 11 meses depois de morrer. Em 1946, pela profundidade de seus textos doutrinários, o papa Pio XII nomeou-o doutor da igreja.

A popularidade de Santo Antônio, padroeiro dos namorados, advém do fato de ele ser considerado pela tradição como santo casamenteiro, principalmente nos países latinos onde o povo costuma invocá-lo para encontrar objetos perdidos e, as moças solteiras, para arranjar casamento.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Além disso, diz a tradição que o nome do primeiro moço que a mocinha encontrasse, logo cedo, seria o seu eleito. Agulhas em um prato cheio de água, ao sol do meio dia, representavam dois apaixonados. Unidas ao centro, casamento; afastadas, rompimento.

 

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