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O CONVENTO SANTO ANTÔNIO

 

livro

 

Foi relançado o Livro “O Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, Sua história, memórias, tradições escrito por Frei Basílio Röwert, em 1937. O  Frei que morreu aos 80 anos no Convento, conta a história da Igreja e do Convento, onde passou a maior parte de sua vida.

 

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O Convento teve sua origem em uma pequena ermida, que ficava às margens da lagoa que foi ocupada, em 1592, pelos freis franciscanos: Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas. No entanto, sua construção só foi iniciada em junho de 1608 sob a presidência de Frei Vicente do Salvador e em 1615 foi inaugurada uma parte do Convento e a Igreja de Santo Antonio, onde foi rezada a primeira missa no dia 8 de fevereiro.

 

Sua sacristia, de 1714, é uma das mais belas da cidade, possuindo pinturas no teto, painéis de azulejaria e o pisos de mármore com desenhos geométricos. Para drenar a lagoa, os religiosos franciscanos, abriram uma vala, transformando o banhado na Lagoa de Santo Antonio, o trajeto da vala deu origem a uma nova via chamada Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana.

 

Há 400 anos, o belíssimo conjunto arquitetônico do Largo da Carioca, no Centro do Rio, abriga gerações de franciscanos. O leitor vai descobrir como os religiosos enfrentaram as invasões francesas e muitas curiosidades.

 

Como deram conforto a Tiradentes a caminho da forca e por que a cela de um frei serviu de palco para as conspirações a favor da Independência do Brasil. E vai saber como a congregação sobreviveu, entre outros episódios, à devastação provocada pela gripe espanhola e aos efeitos da Segunda Guerra Mundial. Uma obra de referência, que chega, nessa nova edição, com notas e bibliografia atualizadas, glossário e fotografias recentes.

 

A obra da Editora Zahar tem 344 páginas e custa R$49,90.

 

 

A NATUREZA PROJETADA EM UM BAIRRO PAULISTANO:
A HISTÓRIA DO JARDIM AMÉRICA

 

cidade-jardins

Gerar empregos e resolver o problema de moradia, que assolava São Paulo no começo do século XIX, além de oferecer um lugar agradável para se viver perto da natureza. Esses eram os planos do britânico Barry Parker ao trazer ao Brasil o projeto das Cidades-Jardins, bairros inspirados na arquitetura inglesa, agregando o bucólico e o urbano em um mesmo espaço.

 

Para explicar este ideal urbanístico, Zuleide Casagrande de Paula escreveu A cidade e os Jardins: Jardim América, de projeto urbano a monumento patrimonial (1915-1986), pesquisa sobre a história do que é hoje um dos endereços mais caros da capital paulista.

Zuleide Casagrande de Paula, que é licenciada em História, pela Universidade Estadual de Maringá (PR), é autora de artigos científicos e capítulos de livros na área de História, com ênfase em Questões Urbanas, História e Meio-Ambiente, Memória e Patrimônio Histórico-Cultural.

 

 

A autora propõe discussões acerca da sociedade daquele momento e de outros planejamentos urbanos que modificaram os hábitos dos paulistanos, como a construção do Viaduto do Chá, que ligou o centro aos bairros, e a inauguração do Parque Siqueira Campos, na Av. Paulista, que provocou grande especulação imobiliária na vizinhança.

Vale destacar o relato da resistência dos moradores locais contra o projeto, que de início não correspondia com as formas de sociabilidade e a apropriação do espaço público. A manifestação contra a proposta urbanística, que contrariava os valores dos habitantes, assim como o abaixo-assinado, que proibia a estabilização de comércio naquele lugar, são outras histórias que compõem A cidade e os Jardins.

A obra também aborda a inovadora estratégia de propaganda criada pela Companhia City, construtora responsável pelos luxuosos empreendimentos do Jardim América. A empresa foi pioneira em divulgar seus produtos em exposições, congressos, peças de teatro, ou seja, em lugares onde encontrava perfis do seu público-alvo: as classes média e alta da época.

 

A cidade e os Jardins: Jardim América, de projeto urbano a monumento patrimonial (1915-1986)de Zuleide Casagrande de Paula, tem 268 páginas e custa R$ 40,00
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou telefone (11) 3242-7171.

 

 

UNIVERSIDADE DE HARVARD FINANCIA RESTAURAÇÃO DE     DOCUMENTOS QUE TRATAM DA HISTÓRIA

DO INTERIOR PAULISTA



A Unidade Especial Informação e Memória (UEIM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) teve aprovado, recentemente, projeto internacional para acondicionamento e conservação do Fundo Carlos Leôncio Magalhães.

 

Este é um acervo com diversos documentos de um importante fazendeiro, empresário e líder empresarial e agrícola da região de São Carlos, interior de São Paulo: Carlos Leôncio Magalhães, também conhecido como Nhonhô Magalhães. Ele foi um dos maiores fazendeiros de café do Estado de São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Também teve uma casa comissária e uma empresa financeira, dentre outros empreendimentos, e foi muito ativo na Sociedade Rural Brasileira. Ainda jovem começou a comprar fazendas em Matão, na região de São Carlos, que posteriormente foram vendidas com amplas margens de lucro. O maior e mais lucrativo negócio de sua vida foi a compra, em 1911, da sesmaria de Cambuí, imenso latifúndio de 605 quilômetros quadrados na região dos atuais municípios de Matão, Nova Europa e Gavião Peixoto.

O projeto foi enviado ao Programa de Apoio a Bibliotecas e Arquivos da América Latina da Universidade de Harvard, EUA, e irá receber US$ 17 mil.


O professor João Roberto Martins Filho, do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar e coordenador da UEIM, explica que o apoio financeiro permitirá a aquisição de estantes deslizantes e a restauração de mapas antigos, que serão depois digitalizados e disponibilizados na Internet.

A maior parte dos documentos do acervo é das décadas de 1910 e 1920, quando os negócios de Magalhães estavam no auge. No entanto, de acordo com o coordenador da UEIM, o fundo tem material referente a toda a trajetória das empresas do titular, num período de quase cem anos, cobrindo a época do café e o processo de industrialização do interior de São Paulo.

 

"O fundo é importante para a história econômica, agrícola e social do Brasil, principalmente quanto à imigração e à passagem da economia do café à economia industrial no Estado de São Paulo", ressalta Martins.


A UEIM foi criada em 1996 e está ligada ao Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar. O acervo é originário do antigo Arquivo Histórico Contemporâneo. Com o fechamento do Arquivo, a documentação foi dividida em dois espaços: a Fundação Pró-Memória de São Carlos e a UFSCar. O acervo da UEIM tem jornais antigos de São Carlos e região desde o ano de 1877, coleções antigas de pessoas físicas, além de documentação das fazendas da região. O espaço é aberto à comunidade.

 

O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h30. Mais informações da UEIM também podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8355 ou no endereço www.ueim.ufscar.br.

 

 

      A HISTÓRIA DAS PRIMEIRAS INDÚSTRIAS DO PARANÁ

 

Relato da vida de um importante empreendedor alemão do ramo gráfico, um dos proprietários da Impressora Paranaense, a obra “Max Schrappe – Minha Vida, Mein Leben” (editora Clemente & Gramani, 286 páginas), narra suas memórias desde o embarque no navio Valparaíso, em Hamburgo (Alemanha), em 1891

 

Schrappe trocou a Alemanha pelo Brasil, mais especificamente Papanduva (Santa Catarina), onde aportou na aurora do século XX. Ali, começou a trabalhar como contador. Entretanto, logo descobriu que havia mercado para a venda de baralhos. Comprou uma pequena máquina litográfica manual e aprendeu o ofício de desenhar sobre a pedra. Estudou, pesquisou e se tornou competente litógrafo. Imprimiu primorosos baralhos e, logo, passou a fazer outros serviços gráficos. Por fim, acabou por se dedicar, basicamente, à produção de rótulos coloridos, aplicados nas barricas de erva-mate exportadas para o mercado italiano – num trabalho de grande perfeição gráfica. Em 1905, a empresa foi transferida para Joinville (SC) e, anos mais tarde, foi aberta uma filial em Curitiba (Paraná). Em 1912, associou-se ao industrial Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Cerro Azul, proprietário da Impressora Paranaense. Estava consolidada a forte ligação da família com o ramo gráfico.

 

“Max Schrappe – Minha Vida, Mein Leben” – que foi concebido e coordenado pelo neto do autor, Max H. G. Schrappe – traz panoramas curiosos sobre a política e a economia do fim do século XIX, registrando, com minúcia, como se vivia e se trabalhava no Brasil e na Alemanha daquela época. A riqueza das informações e os detalhes preservados resultaram em um informe que desperta da atenção dos leitores e contribui para o regaste histórico da evolução da sociedade e da atividade gráfica nos estados do Paraná e de Santa Catarina, principalmente.

   

“A história da humanidade registra feitos de homens e mulheres que, embora muitas vezes destinados ao anonimato, acabaram por realizar empreendimentos que os tornaram importantes lembranças. Max Schrappe foi uma dessas pessoas especiais. Um homem que optou por ser o autor de sua vida”, afirma o jornalista e escritor Ricardo Viveiros, em seu prefácio. Ao optar por ser o autor de sua própria vida, registrando detalhadamente suas memórias em um diário, Max Schrappe permitiu-se, também, ser o autor de sua biografia.

 

“Minha amada segunda pátria”, era a referência de Schrappe – que aproveitou a primeira oportunidade que teve para se naturalizar – ao Brasil. O significado disso fica muito claro no livro, pois sua dedicação ao desenvolvimento de suas atividades no ramo gráfico com certeza contribuiu para o crescimento do País que tão bem o acolhera. A capacidade de promover mudanças positivas é uma virtude muito especial! É um dom que transforma alguns indivíduos em protagonistas de seu espaço e de seu tempo. E este livro é o fruto deste dom.

 

O livro foi lançado em 26 de março, no Auditório do Instituto Martius-Staden, Colégio Visconde de Porto Seguro Unidade III – Panamby (Rua Itapaiúna, 1355 – São Paulo / SP)

 

OBRA COMPLETA DE EMILINHA BORBA 

 

Pode ser ouvida em discos 78 rpm. O trabalho só foi possível a partir de um patrocínio realizado pelo fã e pesquisador Luiz Cláudio Pereira da Silva. São 11 horas de canções interpretadas por Emilinha Borba com qualidade total. O acervo está catalogado e encontra-se disponibilizado de forma cronológica. Ficaram faltando apenas três músicas: É um horror (dez.1946), Noite nupcial (set.1954) e Filhinho querido (1962). Se você tem ou sabe quem tem as músicas citadas entre em contato. Não podemos deixar de registrar aqui os nossos agradecimentos aos pesquisadores e colecionadores Luiz Américo Lisboa Junior e M. de Azevedo Nirez pelas contribuições. Se você quiser ter acesso a este trabalhou ou quer patrocinar a restauração de alguma de nossas obras completas entre em contato pelo FALE CONOSCO e saiba mais detalhes sobre o processo.

Veja a relação completa dos áudios de Emilinha Borba:
http://www.collectors.com.br/Vida&Obra/~EmilinhaBorba_acervo78.shtml

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