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VILLA-LOBOS É HOMENAGEADO

 

Villa-Lobos

 

A Prefeitura Municipal de Niterói, Secretaria de Cultura, Fundação de Arte de Niterói e a Sala Carlos Couto homenageiam o compositor Villa-Lobos com uma exposição lembrando os 122 anos de nascimento do compositor..

 

A exposição, na Sala Carlos Couto (anexo do Teatro Municipal de Niterói), é composta por fotografias e frases . Entre as imagens, Villa-Lobos regendo, junto a amigos e cartazes de suas apresentações pelo mundo. A exposição é reproduzida do acervo Museu Villa-Lobos/Iphan/ Ministério da Cultura.

 

O Teatro SESI-RJ também vai comemorar o cinqüentenário de falecimento do músico erudito Heitor Villa-Lobos com o projeto"Villa-Lobos - Um Criativo do Rio no Sesi" entre os dias 4 e 27de março.

 

O projeto contará com uma exposição de fotos com 22 painéis que mostram a história da vida e arte de Villa-Lobos, além de exibição de filme e documentários, concertos musicais e bate-papo com personalidades do cenário da música clássica.

 

O cinema também fará parte da programação,com o recém-lançado documentário "Contratempo", que marca a estréia de Malu Mader como diretora. O filme mostra a vida de um grupo de estudantes de música do morro, dentro do projeto Villa-Lobinhos.

 

  

UM POUCO SOBRE VILLA-LOBOS

 

Considerado o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos (05.03.1887 - 17.11.1959) compôs cerca de 1.000 obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter reformulado o conceito brasileiro de nacionalismo musical. Foi, também, através de Villa-Lobos, que a música brasileira se fez representar em outros países, culminando por se universalizar. Em 1922 a Semana da Arte Moderna de São Paulo consagra o nome do compositor.

 

“Sim, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música eu deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que eu transponho instintivamente para tudo que escrevo." – Heitor Villa-Lobos.

 

Villa-Lobos sempre considerou que a música era tratada com descaso nas escolas brasileiras e apresentou um plano, considerado revolucionário há época, de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. E, em 1931, reunindo representações de todas as classes sociais paulistas, organiza uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com a participação de cerca de 12 mil vozes.

 

Já em 1936, com o apoio do então presidente da República, Getúlio Vargas, organiza concentrações orfeônicas (canto coral popular), que chegam a reunir, sob sua regência, até 40 mil escolares e, em 1942, cria o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, cujos objetivos são: formar candidatos ao magistério orfeônico nas escolas primárias e secundárias; estudar e elaborar diretrizes para o ensino do canto orfeônico no Brasil; promover trabalhos de musicologia brasileira e realizar gravações de discos.

 

 

EXPOSIÇÃO HOMENAGEM A HEITOR VILLA-LOBOS  -  SALA CARLOS COUTO

Rua XV de Novembro, 35, Centro de Niterói (ao lado do Teatro Municipal) Horário: terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas; sábados e domingos, das 15 às 18 horas Tel.:2620-1624. GRATUITO  Visitação: de 10 de março a 30 de abril

 

TEATRO SESI – Avenida Graça Aranha, nº 1, centro, Rio de Janeiro. 

Telefone: 2563-4166 Bilheteria: 2563-4166

 

 

 

SÉRGIO NAYA: MORREU DURO COMO TODOS.

SEU PEDRO

Um homem de dinheiro sai duro de um hotel luxo, como todos que morrem, troca o colchão macio de uma suíte por uma lápide fria e comum de um necrotério, a mesma que em igual circunstância repousaria um pobre qualquer. É tudo muito enigmático, ainda mais sendo ele também conhecido por “demolidor”, apelido que gentilmente a mídia lhe conferiu após a queda do edifício "Palace II", no Rio de Janeiro.

O prédio fez 11 anos de caído no dia do sepultamento do ex-engenheiro, ex-deputado e ex-vivo, Doutor Sérgio Naya, em Laranjal, Minas Gerais, que nesse dia 22 de fevereiro foi lembrado em triste aniversário.

Como poderei dizer a Sérgio Augusto Naya “descanse em paz”, como certamente alguns de seus conterrâneos e parentes dirão? A mim ele não fez nada demais, a não ser me dar um cano em alguns trocados, no contrato de uma publicidade feita no jornal “Voz da Mata”, então de minha propriedade, com sede em Bicas, MG, por ocasião de uma política de Sérgio em sua região. Mas é coisa do passado. E os cruzeiros novos já envelheceram.

Mas o meu não ao “descanse em paz” a Sérgio Naya não é por alguma frívola divida pecuniária, nem pelo “Palace II” haver caído. Tantas edificações se racham e caem. Minha indignação com o ex-empresário é por não ter cumprido voluntariamente um dever que, por ética, deveria ter assumido: socorrer e indenizar as vítimas da tragédia provocada por sua empresa, a Sersan, sem a necessidade de insistentes intervenções da Justiça, que, estranhamente, dele só conseguiu, até hoje, 15% do valor indenizatório. Isto após anos de demanda.

Hoje sinto desprazer por ter conhecido tal defunto e ter-lhe apertado a mão, durante uma apresentação política de apoio de uma igreja evangélica, ao então candidato a deputado federal Sérgio Naya, no município de Guarará, MG, onde muitos, crentes em sua honestidade, e claro pensando em benefícios, oravam pela eleição de “Doutor Sérgio”. Dias após houve uma festa em Laranjal, na casa de Naya. Indo lá, pude conhecer o que é rico “virar” pobre pela necessidade de não perder votos.

jornalista-PedroAlguns episódios de Naya ficam para a história. Sobre a Justiça disse: “a justiça está no canhoto do meu talão de cheques”. Sobre ser mais rico do que muitos disse, em uma festa natalina em Miami, EUA, ao lhe ser servido champanhe em taça plástica: "Isto é coisa de pobre"... De rico ou de pobre era a pedra fria do necrotério. Certamente ele desejaria que fosse de mármore de Carrara, e seu corpo lavado com água mineral.

 

Seu Pedro é o jornalista Pedro Diedrichs, editor do jornal Vanguarda, de Guanambi, Bahia.

 

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