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ANIVERSÁRIO DO BONDINHO

bondinhoO teleférico do Pão de Açúcar, Jóia Turística da Cidade Maravilhosa, projetou o nome do Brasil no exterior. Ele foi o primeiro instalado no Brasil e o terceiro no mundo.

Foi a realização do sonho do visionário engenheiro Augusto Ferreira Ramos, que participava como Coordenador Geral da Exposição Nacional de 1908, realizada na Praia Vermelha, em comemoração ao centenário da abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Ele quis construir um teleférico ligando os morros que formavam uma das paisagens mais lindas e exaltadas – em prosa, verso, pinturas, fotografias – do país e que se tornou realidade em 27 de outubro de 1912 quando foi inaugurado o primeiro trecho do teleférico ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca.

Mais tarde, em 18 de janeiro de 1913, começava a funcionar o segundo trecho entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar. Neste dia, 449 pessoas tiveram o privilégio de embarcar no bondinho, chegar ao topo do Morro que era o maior símbolo da Cidade Maravilhosa e se deslumbrar com a vista estonteante que até hoje inspira e emociona pessoas do mundo inteiro.

Para comemorar seu aniversário, os visitantes ganharam novas atrações durante o ano. A primeira delas foi a inauguração do Espaço Baía de Guanabara de três restaurantes climatizados, bar tropical, palco para shows e uma área para eventos de pequeno e médio porte. "Este complexo  inaugurado em agosto, teve investimentos em torno dos R$ 5 milhões”.

“Desde a sua inauguração, o Bondinho transportou mais de 37 milhões de visitantes segundo a diretora geral da empresa, cidade", Maria Ercília. Ele foi "responsável" pelo acesso a momentos históricos, shows inesquecíveis, namoros nos jardins, festas animadíssimas, bailes de Carnaval, Reveillon.

Agora, quatro novos bondinhos importados da Suíça substituíram os que estão em operação até hoje. Eles terão o mesmo formato, porém as cabines terão cor branca, vidros fumê anti-reflexo, que possibilita uma visualização mais nítida da paisagem.

Neste ano, outra parte técnica foi modificada: foi deixado o sistema analógico e implantado o digital. Foi construído um Museu a Céu Aberto para abrigar a história da cidade e do ponto turístico com imagens, sons e mostras fotográficas.

 ANTIGAMENTE
“Naquela época, havia dois cabos de tração na parte de cima do bondinho”, explica o capixaba Antonio Lourenço Rodrigues, 67 anos, que trabalha desde os 20 anos no Pão de Açúcar. Ele e mais um funcionário chegaram a viajar nesta parte externa, sem estarem presos a nada, para que de quatro em quatro viagens, apertarem as graxetas de lubrificação lá existentes. “Hoje tudo é automático”, complementa Sr. Antonio.

Este que é o funcionário mais antigo do bondinho teve a oportunidade de acompanhar lá de cima o aterro da orla da baía de Guanabara - entre o Aeroporto Santos Dumont e a enseada de Botafogo - e a construção do Aterro do Flamengo, obras do início da década de 60, que deixou o Rio de Janeiro ainda mais bonito.

No início da década de 70, foi duplicada a linha aérea, passando a ser servida em cada trecho por dois bondinhos mais modernos feitos com equipamentos italianos, que aumentou em 10 vezes a capacidade de acesso do público. 

Para realizá-la, foi preciso o desmonte de três grandes blocos de pedra do alto do Pão de Açúcar, pesando mil toneladas. A obra durou dois anos para ser concluída; sendo inaugurada em 29 de outubro de 1972. Desde então até 2007, os atuais bondinhos transportaram cerca de 24 milhões de turistas. Hoje os bondinhos conduzem 1.360 pessoas por hora e em dias calmos são feitas mais de 50 viagens diárias. Em feriados e dias bonitos o movimento dobra.

CURIOSIDADES
Segundo informações da empresa, em relação à utilização de óleo, foram utilizados cerca de 11.760 litros de lubrificante. Nesses quase 40 anos, cerca de 1.230.216 viagens de um dos bondinhos foram realizadas, o equivalente a 1.599.279.532 metros percorridos (1 bilhão e 600 milhões de metros), o que dá aproximadamente 37 voltas na terra.

Três fatos importantes e marcantes, entre outros, ocorreram no cartão-postal desde 1972.  A filmagem do filme de James Bond “007 Contra o Foguete da Morte”, que teve uma grande importância na projeção do Rio
de Janeiro e do Brasil no exterior; a homenagem ao Ayrton Senna – carro da formula foi pendurado nos cabos do bondinho. E a passagem da Tocha Olímpica no ano passado devido aos Jogos Pan-Americanos.

A filmagem de James Bond “007 Contra o Foguete da Morte”, serviu para projetar o nome do Brasil no exterior. Roger Moore, no papel principal, passou por apuros emocionantes no Pão de Açúcar, ao enfrentar  seu arquiinimigo "Dentes de Aço" sobre um cabo de aço.

Mas, uma das cenas mais eletrizantes foi a “caminhada” do alemão Steven Mc Peak, sobre os cabos em 1977, fazendo o trajeto completo do Morro da Urca ao Pão de Açúcar, se equilibrando apenas com uma vara, que o Sr. Lourenço ajudou a emendar e que está exposta até hoje, onde ele trabalha.

Para quem deseja subir aos morros, é preciso  apenas pegar o teleférico. Muito diferente de em 1890, quando o fotógrafo Marc Ferrez, o primeiro a retratar a paisagem vista do topo do Pão de Açúcar, teve que escalar o morro com mais de 100 quilos de equipamento. Hoje em dia, em 3 minutos numa velocidade de 31 km por hora é o que se precisa para apreciar a deslumbrante beleza da cidade do Rio de Janeiro.


SERVIÇO:
Abertura da bilheteria – 08:00
Fechamento da bilheteria – 19:50
Primeira viagem Praia Vermelha/Morro da Urca – 08:10
Primeira viagem Morro da Urca/Pão de Açúcar – 08:20

Última viagem Praia Vermelha / Morro da Urca – 20:00
Última viagem Morro da Urca / Pão de Açúcar – 20:20
Última viagem Pão de Açúcar / Morro da Urca – 20:40
Última viagem Morro da Urca / Praia Vermelha – 21:00
Fechamento do Parque ao público – 21:00

Viagens de 20 em 20 minutos
ou quando atingir a capacidade máxima( 75 pessoas).

Altura dos morros:
Morro da Urca: 220 metros
Pão de Açúcar: 396 metros

Distância entre as estações:
Praia Vermelha/Morro da Urca: 528 metros
Morro da Urca/Pão de Açúcar: 735 metros

Velocidade no primeiro trecho: até 6 metros por segundo
Velocidade no segundo trecho: até 10 metros por segundo
Tempo médio de percurso: 3 minutos

Como chegar ao Pão de Açúcar
Ônibus: Do Centro, 107; De Copacabana, 511; Do Jardim Botânico, 512


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