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MACHADO DE ASSIS  - UM GENIO BRASILEIRO              home

 

machadoMachado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, (1839/1908),  apesar do meio pobre de onde veio, de ter sofrido preconceitos, ter tido problemas de saúde, foi um dos nossos maiores escritores. A paixão e depois, saudade da esposa Carolina - morta em 1904  - também serviram como base para seus romances.

Bastante influenciado pelo Rio de Janeiro do início do século passado, Machado tornou-se universal e a cada ano conquista novos leitores em todo o mundo.

É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono.

Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Ele era filho do operário Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis e perdeu a mãe muito cedo. Foi criado no morro do Livramento e ajudou missa na igreja da Lampadosa.

Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1855, com 16 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na Marmota Fluminense, jornal de Francisco de Paula Brito, em 1855.

No ano seguinte, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Quatro anos depois, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, A Semana Ilustrada, de 16 de dezembro de 1860 até, pelo menos, 4 de julho de 1875, Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

Para o escritor , Daniel Piza -"Além da maneira como ele lidava com o nosso idioma, Machado me revelou a relação entre o comportamento e os valores de cada um de nós. Mostrou que as pessoas usam conceitos e costumes para mascarar hipocrisias e covardias, que o que dizem, em geral, esconde o que realmente desejam.

COMO ERA


Piza na biografia que fez do escritor, revela v árias facetas de Machado. "Em público era tímido e reservado, mas os mais próximos conheciam um Machado bem mais falante, sorridente e ativo, cheio de ditos espirituosos sobre os mais diversos assuntos.".

Ele conta que, em especial nas décadas de 1850 a 1870, vivia mergulhado no mundo do Segundo Reinado, no convívio com a corte, sociedades literárias e musicais, grupos de teatro e ópera, nas transformações aceleradas do Rio de Janeiro em uma cidade moderna, cada vez mais tomada por inovações como telégrafo, trem, fotografia, bonde, bolsa de valores, butiques, hotéis.

 Jornalista, Machado de Assis escrevia sobre o Senado durante o período em que os conservadores dominaram e publicava poemas e contos em diversos periódicos que iam surgindo, participando, ainda, de grupos lítero-humorísticos como a Sociedade Petalógica, explica.

Ele absorveu a vida cultural agitada do Rio de Janeiro, freqüentava saraus e neles apresentava seus textos. Participou de banquetes em torno de questões literárias ou políticas, como a da fundação da Sociedade.

Abolicionista, comandada por seu grande amigo Joaquim Nabuco. Entre suas amizades estavam seu ídolo de juventude, José de Alencar, o último numa seqüência de padrinhos que teve - como Paula Brito, que o contratou como tipógrafo, quando Machado tinha 15 anos, e Manuel Antônio de Almeida, o romancista que foi seu chefe na Imprensa Nacional.

No final de 1878, a saúde de Machado piorou muito. Os ataques epilépticos, além de o encherem de vergonha, o obrigava a tomar remédios que, por sua vez, atacavam o estômago. Dores de cabeça, insônia e diarréias eram suas companheiras inseparáveis. Como estava perdendo muito peso, foi passar uma temporada na serra de Nova Friburgo.

Foi lá que Machado teve a idéia de escrever Memórias Póstumas de Brás Cubas e ditou os primeiros capítulos a Carolina. As histórias de adultério (romantismo) e busca pelo poder (realismo) ganham um colorido satírico, um livre-pensar, uma folia de idéias que teria uma voz única - o defunto que decide ter a última palavra sobre seu próprio fracasso.

Quincas Borba e Dom Casmurro vieram depois, em uma fase em que o escritor estava desiludido com o Brasil e com o passo lento e limitado de seu progresso.


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