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HOMENAGENS
O REVOLUCIONÁRIO CATULLO PAIXÃO CEARENSE

catullo

Catulo da Paixão Cearense, o compositor de Luar no Sertão, nasceu em São Luiz, em 8 de outubro de 1863 e foi o responsável por introduzir o uso do violão no Conservatório Nacional de Música do RJ. E mais notável ainda porque ele trouxe para os saraus do Império e nas décadas seguintes da República, seu estilo popular e sertanejo.
Foi no dia 5 de julho de 1908,  há um século, que Catullo revolucionou  os padrões musico-culturais da época, quando a convite do Maestro Alberto Nepomuceno, fez um  recital de violão  no Conservatório de Música. O  sucesso foi  geral e a platéia o aclamou. É bom lembrar que naquela época, o violão era visto como instrumento de malandro e vagabundos.

Mais tarde, a convite de D. Nair de Teffé Hermes da Fonceca, primeira dama do país na época, foi convidado para uma audição no Palácio, quando Catullo, cantando a nossa terra, sempre abraçado ao violão, a colocou nas altas rodas.

- No Brasil só se cantava em línguas estrangeiras, principalmente em francês, italiano e alemão.  Depois de ouvir Catullo aceitei sua sugestão de cantar de preferência na nossa língua. Eu mesma só cantava naqueles idiomas. Fiquei tão admirada com a sua interpretação que passei a estudar as nossas músicas para cantá-las ao violão, disse D. Nair de Teffé sobre ele.

Sua primeira música lembrando os folguedos do  "Norte" foi Cabocla de  Caxangá, gravado em  1913 com a denominação de batuque sertanejo.
Suas modinhas refletiam o estado de  espírito do  boêmio, sempre  a declamar apaixonado   e muitas vezes desprezado  pela sua amada.

Sua presença cultural é tão grande na história da música brasileira deste período, que o escritor Lima Barreto chegou a criar o personagem Ricardo Coração dos Outros, um violonista compositor de modinhas e que é um dos coadjuvantes do  clássico pré-modernista "Triste Fim  de Policarpo Quaresma".

Rui Barbosa tornou-se tão grande admirador de Catullo, que o citou em seu livro como “Ä voz da terra brasileira, - esse poeta nacional que ninguém ouve sem sentir dentro de si o arrepio da raça, onde num teatro troca o arrepio de seus versos por magra subsistência”

Mas, antes de vir para o Rio de Janeiro em 1880,  Catullo tocava flauta. Foi aqui, que o poeta trocou a flauta pelo violão, instrumento ao qual foi iniciado por um  estudante de medicina.

Este casamento de Catullo  com o violão  que o  imortalizou, se deu aos  19 anos, quando  largou os estudos para se dedicar ao instrumento tido como propício das  "rodas de capadócio".

Como sempre acontece com a  maioria dos  grandes artistas,  Catullo da Paixão Cearense  morreu  pobre em  10 de maio de  1946, em uma casa no subúrbio  carioca de Engenho  de  Dentro.

Catullo foi gravado por diversos cantores de renome, como Orlando Silva, Vicente Celestino, Paulo Tapajós e seu notável estilo, sempre agarrado a um violão, o imortalizaram.

ALVARENGA E RANCHINHO

Acaba de ser finalizada a restauração do acervo de programas radiofônicos
da mais famosa dupla caipira da década de 40: Alvarenga e Ratinho.

Eles eram atração certa nos cassinos, com suas paródias e gozações com os políticos da época tendo mesmo se envolvido com a polícia por causa disso, no tempo da Ditadura de Vargas, o famigerado Estado Novo.

Cantavam modas de viola, paródias, anedotas e outras brincadeiras relacionadas com os próprios colegas de rádio. Produzido pelos próprios Alvarenga e Ranchinho e com locução de Jorge Curi o programa (1947 e 1948) ia ao ar todas as terças-feiras no horário das 20:00 pela Rádio Nacional sendo patrocinado pelo Rhum Creosotado.

Mais informações http://www.collectors.com.br/


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